São Paulo, SP, 19/06/2019
 
17/06/2012 - 15h33m

Mostra de cinema apresenta diversidade cultural do povo árabe

Agência Brasil/Elaine Patrícia Cruz 
Divulgação
Sucessos de mostras anteriores, faz público de São Paulo se interessar pela Mostra do Cinema Árabe que começa dia 25
Sucessos de mostras anteriores, faz público de São Paulo se interessar pela Mostra do Cinema Árabe que começa dia 25

São Paulo – Com a perspectiva de mostrar ao público brasileiro a diversidade cultural, social e política existente entre os 22 países de língua árabe, começa no próximo dia 25, a 7ª Mostra Mundo Árabe de Cinema. De acordo com os organizadores, é também objetivo da mostra apresentar um cinema muito semelhante ao brasileiro, principalmente na forma criativa de narrar suas histórias.

Segundo a diretora cultural do Instituto da Cultura Árabe (ICArabe) e idealizadora da mostra, Soraya Smaili, outro aspecto que aproxima o cinema árabe e o nacional é a enorme capacidade de estabelecer diálogos. “É um diálogo que pode ser dirigido a muitos públicos diferentes. Pela complexidade e diversidade do mundo árabe, conseguimos ver muitos olhares sobre questões envolvendo mulheres, pobreza, diferenças de classes sociais, de tradições frente ao moderno e a questão do colonizado", disse Soraya. Para ela, trata-se de um debate que é permanente na sociedade: tanto lá quanto aqui. "São questões universais, não são só do mundo árabe.”

A mostra, que começou em 2005 com a exibição de apenas seis filmes, inclui este ano 32 obras de dez países árabes e foi dividida em três partes: Mapeando a Subjetividade, com 28 filmes experimentais e de vanguarda, produzidos entre a década de 1960 e os dias atuais; Um Olhar Contemporâneo, com duas produções feitas durante os levantes que marcaram a Primavera Árabe, movimento por mudanças políticas que começou no ano passado na Tunísia e no Egito; e Um Olhar Brasileiro, que traz duas obras recentes de diretores brasileiros sobre o Oriente Médio.

Para Soraya, a mostra ganhou mais complexidade após a Primavera Árabe e todas as revoltas que foram surgindo em diversos países, mostrando que o mundo árabe está mais próximo do que se imagina. "O desejo de liberdade, de expressão e de democracia acabou trazendo também um interesse maior para o cinema produzido no mundo árabe. Não é um cinema novo, tem muita tradição, mas é [um cinema] ainda desconhecido do público brasileiro”, disse ela.

A maior parte dos filmes é inédita, como Constantino, do brasileiro Otávio Cury, que será lançado durante o evento. Será exibido também Chronicle of the Years of Ember (Crônica dos Anos de Ira), primeiro filme árabe a ganhar a Palma de Ouro, no Festival de Cannes, em 1975.

Na abertura da mostra, dia 25 no Cinesesc, em São Paulo, será homenageado o professor e geógrafo Aziz Ab"Saber, morto em março deste ano, que foi presidente de honra do ICArabe, instituto que promove o festival. São esperados no evento os diretores Ali Essafi, marroquino, a egípcia Maha Maamoun e o libanês Ahmad Ghossein. Os filmes serão exibidos em São Paulo até o dia 22 de julho, com um pequeno intervalo de recesso: entre os dias 6 e 12 de julho, a mostra será apresentada no Rio de Janeiro.

Mais informações sobre a 7ª Mostra Mundo Árabe de Cinema podem ser encontradas em http://icarabe.org/mostras/mundoarabe2012/ .

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