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12/03/2015 - 16h08m

MST e Vila Campesina mantêm os atos da JNL pela reforma agrária pelo país

Agência Brasil/Ivan Richard 

Brasília - Dando continuidade à série de atos da Jornada Nacional de Lutas pela reforma agrária, iniciada na semana passada, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Via Campesina promoveram manifestações nessa quinta-feira (12) em cinco estados: São Paulo, Rio Grande do Sul, Alagoas, Bahia e Rondônia. Eles protestam pela reforma agrária e contra o avanço do agronegócio.

Na capital paulista, cerca de cinco mil camponeses, de acordo com o MST, marcharam no início da tarde até a sede da Secretaria-Geral da Presidência da República, onde entregaram a pauta de reivindicações.

No Rio Grande do Sul, integrantes da Coordenação de Movimentos Sociais, que reúne várias entidades, participam de um ato “em defesa da classe trabalhadora e da Petrobras”. A manifestação também pede a realização de um plebiscito sobre a convocação de uma assembleia constituinte exclusiva para tratar da reforma política.

“Queremos uma Constituinte da reforma política para acabar com a influência das grandes empresas e do poder econômico na política brasileira, sequestrada no último período por cerca de dez grandes empresas, que financiaram todos os partidos”, defendeu, em nota, o dirigente estadual da Via Campesina, Marcelo da Silva.

 Em Rondônia, cerca de mil mulheres da Via Campesina, do MST, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e da Comissão Pastoral da Terra fizeram um protesto pela reforma agrária em frente ao Palácio Presidente Vargas, sede do governo estadual, em Porto Velho.

Representantes das camponesas foram recebidas pelo vice-governador, Daniel Pereira, pela direção estadual do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Caixa Econômica Federal.

Em Alagoas, segundo o MST, cerca de cinco mil sem-terra, que ontem fizeram uma marcha em Maceió, participaram hoje de reunião com o governador Renan Filho para reivindicar celeridade no processo de desapropriação de imóveis para fins de reforma agrária no estado.

Já na Bahia, aproximadamente seis mil trabalhadores rurais continuam em marcha de 116 quilômetros da cidade de Feira de Santana até Salvador. Os camponeses começaram a caminhada na última segunda-feira (9) e a previsão é que cheguem à capital baiana na próxima segunda-feira (16). O ato, segundo o MST, quer chamar a atenção do poder público para a violência no campo e para a necessidade de reforma agrária.

A Frente Parlamentar da Agropecuária condenou a ações do MST e da Via Campesina. “Muitos dos protestos são marcados por atos de violência que a bancada ruralista diz que nem sociedade nem o setor produtivo de alimentos estão dispostos a tolerar”, manifestou o grupo de deputados, por meio de nota.

No documento, os parlamentares ligados ao agronegócio repudiam o que classificam de “verdadeiro desmonte das novas tecnologias implantadas pela Emater [Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural], Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] e por outras instituições que cuidam da descoberta e implantação de pesquisas no campo”, em relação a protestos de camponeses em unidades de pesquisa agronegócio e multinacionais do agronegócio.

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