São Paulo, SP, 25/06/2019
 
06/06/2012 - 14h00m

Mulher de executivo da Yoki confessa em depoimento ter matado e esquartejado marido

Folhapress/André Cavalcante 
Divulgação
Polícia Civil pediu na Justiça prorrogação da prisão de Elise Ramos Kitano Matsunaga por 30 dias, depois que ela confessou o crime
Polícia Civil pediu na Justiça prorrogação da prisão de Elise Ramos Kitano Matsunaga por 30 dias, depois que ela confessou o crime

SÃO PAULO, SP (Folhapress) - Elise Ramos Kitano Matsunaga, 38, confessou em depoimento hoje ter matado e esquartejado o marido, Marcos Kitano Matsunaga, 42, diretor-executivo da empresa de alimentos Yoki. Ele está presa desde a noite da última segunda-feira e ainda era ouvida por volta das 13h.

Esse é o primeiro depoimento prestado por Elise, que até então tinha negado qualquer envolvimento no crime. A polícia, porém, já havia dito que as investigações apontam que Marcos traía a mulher e que o crime teve motivação passional. A polícia também suspeita que Elise tenha tido ajuda para desovar o corpo.

O empresário havia desaparecido no dia 20 de maio. No dia seguinte, o primeiro pedaço de corpo foi encontrado. A última parte a ser encontrada foi a cabeça, que permitiu que o reconhecimento da vítima fosse feito pelo seu irmão, no dia 28.

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) havia dito mais cedo que a polícia pedirá ainda hoje a prorrogação da prisão temporária de Elise.

O CRIME

A polícia analisou imagens de câmeras de segurança do prédio. No sábado, o casal, a babá e a filha do casal, de um ano, chegam ao apartamento por volta das 18h30. A babá é dispensada e vai embora logo em seguida.

Cerca de uma hora depois, Marcos desce até a portaria para pegar uma pizza. Ele estava com a mesma roupa -uma camisa marrom- encontrada pela polícia nos locais onde pedaços de seu corpo foram deixados.

Às 5h de domingo, a babá chega ao apartamento -ao qual ela possui acesso limitado, não podendo circular por todos os cômodos. Por volta das 11h30, Elise desce até a garagem, pelo elevador de serviço, com três malas.

Às 23h50, ela retorna sem as malas. Segundo a polícia, ela afirmou que esqueceu as malas no carro. "O fato é que ele entrou no apartamento vivo e de lá não saiu", resumiu Carrasco.

OS INDÍCIOS

Segundo a polícia, Matsunaga era colecionador de armas e, após seu desaparecimento, Elise entregou à Guarda Municipal de Cotia algumas armas que pertenciam a ele para que fossem destruídas. Entre elas estava uma de calibre 7.65, idêntico ao usado no tiro à queima-roupa que atingiu o lado esquerdo da cabeça da vítima.

Carrasco disse também que no apartamento do casal existem várias geladeiras, "verdadeiras câmaras frigoríficas", que estão sendo periciadas. A polícia acredita que as partes do corpo de Matsunaga ficaram em algum tipo de refrigerador antes de serem jogadas em Cotia.

A polícia também encontrou no imóvel sacos de lixo de modelo idêntico ao usado para embalar as partes do corpo da vítima. Segundo o delegado Carrasco, são sacos muito incomuns, provavelmente importados, que possuem um filete vermelho na extremidade.

Os peritos que analisaram as partes do corpo afirmam que os cortes foram feitos com extrema precisão. A polícia afirma que Elise, que é bacharel em direito, possui curso técnico de enfermagem. Além disso, ela é beneficiária de um seguro de vida feito recentemente pelo executivo, no valor de R$ 600 mil.

Elise foi presa com um mandado de prisão temporária, de cinco dias, mas a polícia afirma que pode pedir à Justiça uma prorrogação.

PRISÃO DE ELIZE RAMOS KITANO MATSUNAGA PRORROGADA POR 30 DIAS

SÃO PAULO, SP (Folhapress/Marina Gama e André Cavalcante) - A prisão temporária de Elize Ramos Kitano Matsunaga, 38, que confessou ter matado o marido -Marcos Kitano Matsunaga, diretor-executivo da Yoki-, foi prorrogada por mais 30 dias. A informação foi confirmada pelo advogado Luiz Flávio Borges D"Urso, contratado pela família da vítima.

Elize, que é bacharel em direito, ainda presta depoimento no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). Até então, ela negava qualquer envolvimento com o crime.

A polícia já havia informado que as investigações apontavam que Matsunaga traía a mulher e que o crime teria motivação passional. Há suspeitas, no entanto, que Elize tenha tido ajuda para desovar o corpo -partes foram encontradas em pontos da Grande São Paulo, principalmente em Cotia.

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