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11/04/2016 - 12h24m

Na Declaração de Hiroshima, diplomatas do G7 pedem um mundo sem armas nucleares

Agência Lusa 

Hiroshima, Japão - Os chefes da diplomacia do G7 (que reúne os países mais industrializados e desenvolvidos do mundo) pediram hoje um mundo sem armas nucleares na chamada Declaração de Hiroshima, após a visita histórica do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, ao memorial da cidade japonesa símbolo da bomba atômica.

“Reafirmamos o compromisso de procurar um mundo mais seguro para todos e de criar as condições para um mundo sem armas nucleares, de forma a promover a estabilidade internacional”, afirmaram os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7, ao final de uma reunião de dois dias. Eles citaram, entre os desafios, “as repetidas provocações da Coreia do Norte”.

Um pouco antes da Declaração de Hiroshima, os chefes de diplomacia do G7, incluindo o secretário de Estado norte-americano, visitaram o memorial do Parque da Paz de Hiroshima, em homenagem às vítimas da bomba.

A visita foi considerada histórica, já que John Kerry é o mais alto representante da administração norte-americana a homenagear as vítimas do bombardeio atômico.

Hiroshima foi devastada em 6 de agosto de 1945 por uma bomba lançada por um avião norte-americano, que provocou a morte imediata de aproximadamente 80 mil pessoas, número que aumentou até o fim de 1945, quando o balanço de vítimas se elevou para 140 mil. Além disso, muitas mortes foram registradas nos anos seguintes causadas pela radiação.

No documento divulgado ao fim da reunião, os ministros pediram ainda que seja acelerada a luta contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI). Face à “ameaça mundial do terrorismo”, “apoiamos firmemente a vontade da coligação de intensificar e acelerar a campanha contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria”, declararam.

A menção ao grupo é feita no momento em que a coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos, intensifica a pressão sobre o EI, que sofreu uma série de perdas territoriais nos últimos meses tanto no Iraque quanto na Síria.

A coligação tem feito ataques aéreos contra o grupo extremista, além de treinamento e armas às forças iraquianas.

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