São Paulo, SP, 15/09/2019
 
04/08/2015 - 18h00m

No retorno dos trabalhos no Congresso base aliada quer evitar a chamada pauta-bomba

Portal EBC 

São Paulo - No retorno dos trabalhos no Congresso, a base aliada na Câmara e no Senado está empenhada em evitar a chamada pauta-bomba, formada por projetos que aumentam os gastos públicos.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães, afirmou que o rompimento do presidente da Casa, Eduardo Cunha, com o governo não deverá alterar as relações institucionais entre os poderes.

Os dois se reuniram nesta terça-feira (4) para tratar de pautas para o segundo semestre. Guimarães afirmou que a construção das pautas cabe aos líderes partidários e não a Eduardo Cunha. "Não tem essa desse negócio de pauta-bomba porque Eduardo quer colocar. Caberá aos líderes da base decidir. As matérias que trazem grande impacto nas finanças, nas contas do governo federal e dos governos estaduais, nós temos que ter responsabilidade."

No Senado, o presidente Renan Calheiros disse que tem procurado colaborar e que não há um rompimento por parte dele em relação ao governo, mas que a independência é um caminho sem volta. "Não haverá no Congresso Nacional pauta-bomba. Ao contrário, nós estamos preocupados em desarmar a bomba que está posta na economia. Eu não sou nem governista, nem anti-governista. Vou me pautar sempre como presidente do Congresso Nacional. Um poder independente, autônomo. Essa coisa da independência do Legislativo é um caminho sem volta."

Câmara e Senado têm projetos relativos a gastos do governo que deverão ser votados nos próximos dias.

Aos deputados caberá analisar a proposta que altera as regras para o cálculo do FGTS. A proposta determina que, a partir de 1º de janeiro de 2016, os depósitos feitos no fundo serão corrigidos pelo mesmo cálculo aplicado às cadernetas de poupança.

Já os senadores deverão votar o projeto que acaba com a desoneração em folha de mais de 50 setores da economia.

Hoje São Paulo

© 2012 - Hoje São Paulo - Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por ConsulteWare e Rogério Carneiro