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03/11/2013 - 17h54m

Novo filme de Thor chega aos cinemas com boas atuações

Agência Hoje/Lucas Rigaud 
Reprodução
O filme foi dirigido por Alan Taylor
O filme foi dirigido por Alan Taylor

Recife (Agência Hoje/Lucas Rigaud) - Interessantes são aqueles filmes em que uma personagem, sem ser a principal que dá nome à obra, torna-se o mais querido do público, por ser o mais carismático, interessante e, obviamente, por ter a melhor atuação de seu intérprete de todo o filme.

No caso de Thor – O Mundo Sombrio (Thor: The Dark World), o personagem em destaque é novamente o vilão (que neste novo filme está mais para um herói, ou não) Loki, interpretado pelo ótimo ator britânico Tom Hiddleston. O personagem, apesar de já ter impressionado no primeiro filme, não teve muito destaque neste, mas foi em Os Vingadores (2012) que Loki mostrou todo o seu potencial e, assim, tornando-se o vilão mais famoso dos filmes da Marvel. No novo longa-metragem do super-herói nórdico, apesar de a trama não ser completamente centralizada em Loki, o personagem consegue roubar a cena em todos os momentos em que aparece, fazendo o público praticamente esquecer que no filme existe um protagonista e outro vilão que ocasiona toda a nova história.

O longa se passa após os acontecimentos de Os Vingadores, quando Loki é mandado para Asgard e lá é julgado pelos seus crimes. Quando a mortal Jane Foster (Natalie Portman) acidentalmente descobre uma arma mortal dos Elfos Negros, inimigos de Asgard, ha muito tempo perdida, a Terra e os Oito Mundos é ameaçada por essa força maligna que os Asgardianos consideravam extinta, liderada pelo vingativo Malekith (Christopher Eccleston). Cabe a Thor (Chris Hemsworth) reunir seus aliados, e até mesmo Loki, para proteger o universo do caos.

A continuação de Thor é, de fato, superior ao primeiro em vários aspectos, entre eles a já mencionada melhor participação do antagonista Loki, e sua relação com o Deus do Trovão que fora bem mais proveitosa e com ótimos momentos. Além disso, percebe-se um bom equilíbrio entre as cenas de ação e a história, esta última mais interessante que o primeiro filme, que faz o público ficar realmente surpreso em várias cenas. Há também uma ótima química entre Thor e Jane Foster, que foi muito bem desenvolvida e interpretada por Hemsworth e Portman, respectivamente. Uma coisa que também chamou atenção nesse segundo filme de Thor foi a participação dos coadjuvantes terrestres e de Asgard; Heimdall (Idris Elba) finalmente teve seu momento que todos os fãs esperavam numa grandiosa sequência de ação, seguido de uma batalha; secundários quase que inúteis no primeiro longa tiveram participações importantes, como a estagiária Darcy (Kat Dennings), o Dr. Selvig (Stellan Skarsgård) e a asgardiana Lady Sif (Jaimie Alexander).

O mesmo não pode ser dito do vilão, Malekith. O personagem não é carismático, não passa a ser odiado, ou amado por quem prefere os antagonistas, e parece só ter sido criado para completar a nova trama; suas origens também estão diferentes das mostradas nos quadrinhos, porém não é falso vilão que vimos em Homem de Ferro 3, apesar de, talvez, decepcionar alguns fãs que esperavam um melhor desempenho do personagem. Thor 2 é, portanto, um filme em que os coadjuvantes (contando com o personagem mais querido, Loki) dominam. As excelentes atuações, de Anthony Hopkins como Odin, Rene Russo (Frigga), Hiddleston, Portman, entre outros e as divertidíssimas participações especiais do criador Stan Lee e de um “vingador”, foi um ponto fundamental para o ótimo resultado do filme.

Quanto aos recursos técnicos, os efeitos visuais de Asgard estão melhores e menos caricatos, sendo muito bem utilizados nas sequências de batalhas e, principalmente, na luta final, emocionante e cheia de reviravoltas. A fotografia está também muito bonita e fazendo jus aos tons do filme, ora sombrios, ora providos de luz. A trilha sonora de Brian Tyler está em ótima sincronia com o filme, dispondo de temas com tonalidades épicas.

Thor – O Mundo Sombrio, que já bateu US$ 100 milhões no mundo todo, antes mesmo de estrear nos EUA, foi dirigido de forma competente por Alan Taylor, famoso pelos seus trabalhos na série Game Of Thrones. Taylor consertou alguns erros cometidos por Kenneth Branagh no primeiro filme, que estava mais para um filme de humor, com poucas cenas de ação e história. No segundo filme, o humor é o mesmo, porém mais divertido e acompanhado de um bom roteiro e ótimas sequências de ação.

O final do filme, que, assim como nas HQs, fica aquele mistério que deixa a todos curiosos, faz o verdadeiro fã da Marvel ansioso para o próximo filme. Recomenda-se que, quem gosta das ligações com outros filmes, fique na sala para ver as cenas pós-créditos, que mostra um pequeno easter egg do próximo filme da Marvel Studios. Só nos resta esperar a próxima edição da revista cinematográfica.

Thor – O Mundo Sombrio (Thor: The Dark World)

Direção: Allan Taylor

Produção: Kevin Feige

Roteiro: Christopher Yost, Christopher Markus, Stephen McFeely (baseado na criação de Stan Lee e Jck Kirby)

Trilha sonora: Brian Tyler

Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Tom Hiddleston, Anthony Hopkins, Jaimie Alexander, Idris Elba, entre outros.

Nota: 8

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