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30/10/2014 - 13h01m

Número de consultas de pré-natal muda de acordo com raça, escolaridade e a região do país

Agência Brasil/Aline Leal  

Brasília - Dados do Ministério da Saúde mostram que o número de consultas de pré-natal varia de acordo com região do país, raça e escolaridade da mulher.

Segundo a pesquisa Saúde Brasil, lançado na última quarta-feira (29), em 2012 três de cada quatro bebês nascidos foram acompanhados no ventre da mãe com pelo menos seis consultas durante a gravidez, número preconizado pelo Ministério da Saúde.

Relacionando esse índice à região do país, no Sudeste e no Sul , 83% das mães fizeram seis consultas ou mais no pré-natal, enquanto no Norte, o número ficou em 57% e no Nordeste em 67%.

Quando é por raça, entre as mães de pele branca, 85% reportaram que fizeram pelo menos seis consultas de pré-natal, enquanto entre as de pele parda ou preta, 70% reportaram o mesmo número de consultas. Entre as mães indígenas, 36,2% disseram que alcançaram seis consultas.

O acesso à atenção à saúde da mulher no período gestacional também é desigual, segundo a escolaridade da mãe. Quanto maior a escolaridade, maior o número de mães que alcançaram o índice de consultas previsto pelo Ministério da Saúde.

Entre as mães com 12 anos ou mais de estudos, 90,3% fizeram pelo menos seis consultas no pré-natal. Entre as que tiveram até 3 anos de estudo, o índice cai para 55,8%.

Já no que ser refere ao tipo de parto, há uma tendência crescente de cesáreas em todas as regiões do país, entre 2000 e 2012. No Nordeste a proporção de partos cesáreos subiu de 25%, em 2000, para 48% em 2012.

No Norte, o índice subiu de 27% para 45%, no Sudeste, de 46% para 61%, no Sul, de 42% para 62%, e no Centro-Oeste saiu de 43% para 61%. O índice nacional subiu de 38% para 56%.

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