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14/11/2016 - 19h54m

OMM confirma aumento da temperatura no planeta em 1,2 graus, mais alta da história

Agência Brasil/Pedro Peduzzi 
Agência Brasil/Arquivo
Cientistas da OMM afirmam que em 2016 oceanos estarão ainda mais quentes do que em 2015
Cientistas da OMM afirmam que em 2016 oceanos estarão ainda mais quentes do que em 2015

Genebra, Suíça - A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou nesta segunda-feira (14) um estudo no qual aponta que 2016 "provavelmente" seja o ano mais quente da história, superando o recorde batido em 2015.

De acordo com dados preliminares apresentados pela agência da Organização das Nações Unidas (ONU), o aumento da temperatura global neste ano será 1,2°C acima dos níveis pré-industriais. Segundo o levantamento, as temperaturas registradas entre janeiro e setembro de 2016 ficaram 0,88°C mais altas do que a média entre 1961 e 1990 (14ºC). A média é adotada como referência para acompanhar as temperaturas.

O pico de temperatura foi registrado nos primeiros meses do ano devido à intensidade registrada em 2015 e 2016 do fenômeno conhecido como El Niño, que provoca o aquecimento da temperatura das águas em alguns pontos do Oceano Pacífico. O calor oceânico decorrente deste fenômeno contribuiu também para o branqueamento dos recifes de coral e a elevação do nível do mar acima do normal, informou a OMM.

Ainda segundo a entidade, apesar de o calor do El Niño já ter amenizado, os efeitos da subida de temperatura continuarão a ser sentidos no planeta. Também contribuem para a alta das temperaturas as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera, acrescenta o estudo. De acordo com a OMM, em 2015, as concentrações médias anuais de dióxido de carbono em todo o mundo chegaram pela primeira vez a 400 partes por milhão.

"Em áreas árticas da Rússia, as temperaturas ficaram 6°C a 7°C acima da média de longo prazo. Em muitas outras regiões árticas e subárticas na Rússia, no Alasca e no noroeste canadense a média foi ultrapassada em pelo menos 3°C", disse por meio de nota o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

O secretário acrescenta que o aumento na frequência de enchentes e de ondas de calor, bem como o aumento do nível do mar, se devem a essas alterações climáticas. Taalas acrescentou que a OMM manterá a posição de apoio para que o Acordo de Paris seja colocado em prática. As formas de efetivar o Acordo estão sendo debatidas na 22ª edição da Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas (COP22) em Marrakesh, Marrocos.

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