São Paulo, SP, 23/05/2017
 
12/04/2016 - 14h33m

Paranapiacaba é uma opção para quem quer fugir de SP no final de semana

Agência Hoje  
Isabela Guiaro
Locomotiva exposta na área do Museu Ferroviário
Locomotiva exposta na área do Museu Ferroviário

São Paulo (Agência Hoje/Isabela Guiaro)  - Paranapiacaba, pertencente ao município de Santo André, é uma charmosa vila do século 19 que possui paisagens naturais e construções de madeira inspiradas na arquitetura inglesa.

Situada a apenas 50km da capital paulista, é uma ótima opção para o final de semana, tanto para os que gostam de história quanto para os que gostam de natureza. Vale lembrar que, mesmo nos dias de calor, o local é tomado pela neblina serrana.

Localizada bem no alto da Serra do Mar, o distrito foi fundado pelos operários ingleses que trabalhavam para a companhia britânica São Paulo Railway, responsável pela linha de trem que ligava o interior ao litoral (Jundiaí-Santos). A antiga estação Alto da Serra foi inaugurada em 1867.

“Paranapiacaba” significa "lugar de onde se vê o mar", formado através da junção das palavras da língua tupi “paranã” (mar), “k” (ver) e “aba” (lugar).

A vila é palco do Festival de Inverno, que acontece anualmente com bastante música, dança e comida. Também há o Festival do Cambuci, fruta típica da região, sendo possível tomar sucos, sorvetes, geladinhos e comê-la de modo natural. Lá ainda ocorre o encontro de Bruxas e Magos, diversas Feiras de Artesanato, além de servir como cenário para sessões de fotos.

Como chegar

De carro

Seguir até o km 29 da Rodovia Anchieta e, em Riacho Grande, entrar na Avenida Caminhos do Mar, indo até o km 33. A Rodovia Índio Tibiriçá começa em frente ao Estância Alto da Serra e deve ser seguida até o km 45. Chegando lá, vire à esquerda e, no trevo, vire à direita em direção a Rio Grande da Serra pela Rodovia Dep. Adib Chamas - SP 122. Continue até o final da rodovia na Parte Alta da Vila de Paranapiacaba.

A duração é de cerca de uma hora e as estradas possuem sinalização com placas indicando a vila.

De transporte público                                                                                                            

Embarcar na linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra) e seguir até a estação final. Chegando lá, procurar pelo ponto de ônibus que vai para Paranapiacaba.

Expresso Turístico

Em todos os domingos às 8h30 em ponto parte da Estação da Luz o Expresso Turístico para Paranapiacaba, com dois vagões de trem de viagem.

Durante o trajeto, a história da primeira linha ferroviária de São Paulo é contada (hoje, Linha 10-Turquesa) e a velocidade da viagem é reduzida.

É necessário fazer a compra dos bilhetes com aproximadamente dois meses de antecedência no guichê da própria Luz, próximo à saída da Pinacoteca. Também é possível fazer a compra para saída na estação Prefeito Celso Daniel - Santo André.

A viagem dura cerca de duas horas e o retorno está marcado para 16h30 do mesmo dia. Confira o site da CPTM para mais informações.

O que fazer

Rota turística

Museu do Castelo – localizado bem no alto de uma serra da Parte Baixa, com vista privilegiada para toda a vida, o local costumava ser a residência do engenheiro-chefe da estação de Paranapiacaba. A entrada, no momento, está bloqueada devido a obras, mas é possível entrar pelos portões e observar a construção e a vista.

Clube União Lyra Serrano – localizada na Parte Baixa, é o espaço onde são realizados feiras, shows e eventos.

Casa Fox – Também na Parte Baixa, é uma casa de madeira que abriga exposições.

Museu Ferroviário – também chamado de “Museu do Funicular”, o local abriga diversas peças e vagões de locomotivas utilizadas na época, entre elas o carro fúnebre e o carro de Dom Pedro II. A entrada custa R$5 e o acesso é feito através da ponte que liga a Parte Baixa e a Parte Alta. No local sai o passeio de Maria Fumaça, que não está em atividade no momento devido a obras.

Igreja de Bom Jesus – localizada no topo da Parte Alta da cidade, é uma construção de 1889, de onde se tem uma vista privilegiada da vila.

Fotos por Isabela Guiaro

Rota de trilhas

O Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba possui 400 hectares e conserva uma importante remanescente de Mata Atlântica. É aberto à visitação pública de terça a domingo, das 9h às 16h. As visitas só podem ser realizadas com o acompanhamento de monitores cadastrados.

Em sua propriedade se encontram dois núcleos de conservação (Olho d’água e Tanque Gustavo) e cinco trilhas:

Trilha das Hortências

Possui 325m de extensão e dura aproximadamente 30 minutos. É considerada de grau médio de dificuldade devido sua declividade (de 15º a 20º).

Trilha dos Gravatás

Possui 389m de extensão dura aproximadamente 30 minutos. É considerada de grau fácil de dificuldade, possuindo declividades de até 15º.

Trilha da Pontinha

Acompanha o percurso do rio Grande e possui aproximadamente 1090m de extensão, durando 1h de caminhada. É considerada de grau fácil.

Trilha do Mirante

Possui cerca de 1.185m de extensão que podem ser percorridos em aproximadamente 1h. Possui grau fácil de dificuldade. O mirante, no limite com o Parque estadual da Serra do Mar, possibilita a visão da Baixada Santista e do mar, do complexo rodoviário Anchieta-Imigrante e o pólo industrial de Cubatão.

Trilha da Comunidade

Com 1.569 m de extensão, esta trilha dá acesso a um dos pontos mais altos do Parque, podendo ser percorrida em aproximadamente 2h. É considerada difícil, com desnível de 276 m e declividade acima de 30º.

Onde ficar

Pousada Avalon

Endereço: Vila Velha - Parte Baixa da Vila - Paranapiacaba

Telefone: (11) 44390001

Site: http://www.pousadaavalon.com.br/

Pousada Shamballah

Rua Rodrigues Alves, 471 - Parte Baixa - Paranapiacaba - Paranapiacaba

Telefone: (11) 4439-0574 / 8213-7478 / 8233-5397

Site: http://www.pousadashamballah.com.br/

Hospedaria Os Memorialistas

Av. Fox 525/526 - Paranapiacaba - Parte Baixa

Telefone: (11) 4439.0194/0121

Site: http://www.osmemorialistas.com.br/

Onde comer

O Largo dos Padeiros, na Parte Baixa, possui diversas lanchonetes que oferecem uma variedade de lanches, salgados, porções, sucos, sorvetes, entre outras coisas. Lá também se encontra o famoso Bar da Zilda, que tem mesas na calçada disputadas entre os visitantes. O local possui uma pequena estrutura onde músicos agitam os turistas ali presentes.

Para quem quer um local um pouco mais tranquilo, pode ir ao restaurante Cantinho do Beija-Flor, na Avenida Fox, 450. O local serve comida caseira em sistema self-service por R$ 20.

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