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18/08/2014 - 11h13m

Pesquisa: Marina em 2º lugar com 21%; Aécio 20% e Dilma com 36%

Agência Hoje 
Agência Brasil/Fernando Frazão
Marina ao lado de políticos no velório de Eduardo Campos, no Recife
Marina ao lado de políticos no velório de Eduardo Campos, no Recife

São Paulo (Agência Hoje) - Na primeira pesquisa realizada após a morte do candidato do PSB, Eduardo Campos, a ex-senadora Marina Silva aparece com 21% das intenções de voto, em empate técnico com Aécio Neves, que obteve 20%. A candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, permanece com 36%, mesmo número da semana passada.

O levantamento foi feito pelo Instituto Datafolha nos dias 14 e 15 de agosto e divulgado nesta segunda-feira, 18. O crescimento de Marina em relação aos últimos números de Eduardo Campos, que oscilavam entre 8% e 9% das intenções de voto, está acima das expectativas, segundo analistas políticos. A maioria, esperava que ela ficasse entre 16% e 18% no fim do mês.

Por causa do crescimento rápido, membros do PSB acreditam que Marina Silva crescerá mais cinco ou seis pontos no decorrer desta semana, por conta do anúncio oficial de sua candidatura à presidente da República e começará a fazer sombra a líder da corrida eleitoral, Dilma Rousseff. "Na primeira quinzena de setembro, Marina vai passar a Dilma", disse um líder do partido. "Ela vai tirar muito voto do PT".

Marina Silva deverá ser lançada oficialmente candidata do PSB nesta quarta-feira, 20. Com um discurso inflamado, onde afirma que será leal ao partido e respeitará todos os compromissos assumidos por Eduardo Campos, a ex-senadora caminha para o melhor momento da sua campanha, é um nome conhecido, tem estratégia e foco na política.

"Ela sempre teve muita força política e com a morte de Eduardo ganhou força partidária. É conhecida, mulher, articulada e tem baixo índice de rejeição", aponta o dirigente, lembrando que o PSB é um partido organizado e estruturado em todos os Estados brasileiros e na maioria dos municípios.

Apoio da Família

O entusiasmo com o crescimento de Marina aumenta com o esperado anúncio público de apoio à sua candidatura de todos os membros da família de Eduardo Campos. A primeira declaração de Renata Campos, mulher de Eduardo, favorável ao nome de Marina se tornou pública no sábado, 16, e ainda não foi absorvida pela maioria da população brasileira.

A partir dos programas eleitorais que têm início marcado para esta terça-feira, 19, as declarações de apoio deverão se repetir, com a presença em emissoras de rádio e de televisão de membros diretos da família, como a própria Renata, o irmão, Antonio Campos, e os filhos mais velhos. Publicitários admitem que o impacto será realmente grande e pode fazer diferença.

Nos bastidores da campanha do PSB comenta-se que Marina vai concentrar suas baterias sobre o PT e o Governo de Dilma Rousseff, deixando de lado a figura de Aécio Neves, do PSDB, e do Pastor Everaldo, do PSC, que soma 3% das intenções de voto até agora. O sonho seria disputar o segundo turno com Aécio, deixando Dilma em terceiro lugar.

A disputa do segundo turno com Aécio permitiria uma campanha mais light e poderia até caminhar para uma composição em um eventual no futuro. "A Marina tem personalidade forte e sabe o caminho que vai trilhar, mas não é fora de propósito pensar em uma união com Aécio, na hora de formar o Governo. Na política ela aprendeu a ser flexível, a somar e a compor e a hipótese de união dos dois deve fazer parte de qualquer análise qualificada", comenta um deputado do PSDB.

Posição dos Candidatos

O Pastor Everaldo (PSC) é outro nome que deve crescer nos próximos dias. Na última pesquisa Datafolha, ele somou 3% das intenções de voto, mas analistas acreditam que o candidato herdará alguns votos que antes eram destinados a Eduardo Campos e chegue a 5% ou 6%, o que é considerado um bom número.

No levantamento do Datafolha, Zé Maria (PSTU) e Eduardo Jorge (PV) aparecem com 1%. Luciana Genro (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB) e Mauro Iasi (PCB) não pontuaram.

Na simulação com Marina como candidata, os números de voto nulo ou em branco caíram 5%. Na última pesquisa, ainda com Campos, esse grupo somava 13% e, agora, recuou para 8%. Indecisos eram 14%, caindo para 9% nesta pesquisa.

Na pesquisa divulgada pelo Datafolha em meados de julho, quando Campos era o candidato do PSB, Dilma tinha 36% das intenções de voto diante de 20% de Aécio e 8% de Campos. O Pastor Everaldo (PSC) aparecia com 3%. José Maria (PSTU), Eduardo Jorge (PV), Luciana Genro, Rui Costa Pimenta (PCO) e Eymael (PSDC) tinham 1% cada. Levy Fidelix (PRTB) e Mauro Iasi (PCB) não pontuavam. Brancos e nulos somavam 13% e indecisos, 14%.

O levantamento Datafolha foi realizado entre 14 e 15 de agosto, com 2.843 eleitores em 176 municípios do país. A pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-00386/2014, tem margem de erro máxima de 2 pontos porcentuais e nível de confiança de 95%.

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