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03/07/2013 - 15h11m

Pesquisa mostra que 50,4% dos paulistanos querem comprar bens duráveis

Agência Brasil/Flávia Albuquerque 
Agência Hoje/Arquivo
Vontade de comprar diminuiu, mas bens duráveis continuam sendo os preferidos
Vontade de comprar diminuiu, mas bens duráveis continuam sendo os preferidos

São Paulo - Pesquisa feita com 550 consumidores mostrou que 50,4% dos paulistanos pretendem comprar um bem durável entre os meses de julho e setembro. Segundo o levantamento feito pelo Programa de Administração do Varejo da Fundação Instituto de Administração (Provar-FIA), o índice ficou 8,8 pontos percentuais abaixo do registrado no segundo trimestre, quando a intenção de compra chegou a 59,2%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o índice teve queda de 3,4 pontos percentuais, ficando em 53,8%.

Entre as categorias analisadas, a maior intenção de compra aparece no item vestuário e calçados (19,8%), seguido por linha branca (9,6%), informática (9%) e eletroeletrônicos (9,6%), na comparação com o segundo trimestre.

O setor de eletroeletrônicos foi o que registrou a maior alta na intenção de compras em relação ao mesmo trimestre do ano passado (200%). Em seguida vêm eletroportáteis (72,7%), informática (9,8%) e linha branca (9,1%). “Como as compras no varejo costumam ser sazonais, a melhor análise é quando a comparação é feita com relação ao mesmo período do ano anterior”, disse o presidente do Conselho do Provar, Claudio Felisoni.

Com relação à inadimplência, a pesquisa mostrou que a expectativa é que o percentual fique em 7,6%. Já disponibilidade financeira dos paulistanos para novas dívidas passou de 10% na última pesquisa para 8,3% na atual, o que significa que está sobrando menos dinheiro para a aquisição de bens. Segundo os dados, os fatores que mais contribuem para isso são os gastos com alimentação (21%), educação (20,4%) e crediário (19,7%).

“Mesmo considerando o aumento de preços que o varejo registra, o consumidor está mais cauteloso. É importante saber que a taxa de juros está entrando em uma trajetória de elevação, o que se reflete na ponta, o que interfere nas compras. Também houve um ganho menor no salário de algumas categorias, o que faz com que sobre menos dinheiro no bolso do consumidor. Aqueles que pretendem comprar vão mesmo parcelar as compras”, destacou Felisoni.

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