Plataforma conecta advogados e clientes de pequenas causas - Hoje São Paulo
São Paulo, SP, 19/08/2018
 
26/10/2015 - 15h02m

Plataforma conecta advogados e clientes de pequenas causas

Agência Hoje 
Divulgação
Site conecta usuários que precisam de assessoria legal para juizados especiais
Site conecta usuários que precisam de assessoria legal para juizados especiais

São Paulo – Após se questionar sobre o quanto as pessoas deixam de lutar pelos seus direitos com o pensamento “não vale a pena”, por  motivos como tempo de espera, desconhecimento, burocracia, entre outros, o publicitário Rodrigo Suarez criou a plataforma Justiça Seja Feita.

Lançado há três meses, o site tem o intuito de conectar usuários que precisam de assessoria legal para entrar com causas em juizados especiais (pequenas causas).

"A injustiça é um conceito que sempre reaparece no meu cotidiano e eu sei por tudo que leio e vejo em notícias e pesquisas que é um sentimento compartilhado por muitos brasileiros. Desde uma conta errada que uma prestadora de serviço não quer corrigir até escândalos de corrupção no país", diz.

Como funciona

O usuário entra no site e relata sua causa que é postada em um Quadro de Causas. Advogados interessados em defender a sua causa enviam uma proposta de trabalho. Assim que o usuário aprova um orçamento, a relação de trabalho entre usuário e advogado começa. Em sua interface, o site oferece a possibilidade de o usuário contar em detalhes o seu caso e do advogado escrever a petição da causa.

O início

Formado em Publicidade, Suarez, de 34 anos, largou o emprego há pouco mais de um ano para se dedicar inteiramente ao Justiça Seja Feita. A ideia de criar o site surgiu após uma sequência de "acontecimentos injustos".

O mais marcante foi em um fim de ano quando viajava para celebrar o Natal com a família e, sem nenhum fator externo ou imprevisto - como o mal tempo, a companhia aérea fez mudanças no voo.

"Durante 4 horas fomos tratados como 'carga', inclusive sendo transportados para um aeroporto diferente. Nenhum dos direitos do passageiro foi respeitado e o voo foi remarcado mais 4 vezes", conta.

Nas semanas seguintes, Suarez entrou em contato com a ouvidoria da companhia aérea e com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Tratado com indiferença, decidiu buscar seus direitos nos juizados especiais.

"Depois do resultado favorável à minha causa, fiquei imaginando o prejuízo que a companhia aérea sofreria se todos naquele voo tivessem feito o mesmo. Será que isso não a faria repensar no que fez? Será que não teria sido razão suficiente para fazer o correto da próxima vez? Tenho certeza que sim", afirma.

Com o avanço da internet, o consumidor nunca teve tanto poder como na era digital. Através do Justiça Seja Feita, o cidadão ganhou um poderoso instrumento de efetivação de seus direitos e uma via eficaz para solucionar problemas. "O primeiro passo para promover uma mudança sociocultural no Brasil é facilitar o acesso à justiça. Quanto mais cidadãos tiverem acesso à justiça, mais justo nosso país será", enfatiza.

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