São Paulo, SP, 17/06/2019
 
16/07/2014 - 17h32m

Polícia do Rio pede prorrogação da prisão de 16 ativistas que estiveram em protestos

Agência Brasil/Isabela Vieira 

Rio de Janeiro - A Polícia Civil do Rio de Janeiro pediu hoje (16) a extensão da prisão temporária (válida por cinco dias) de 16 investigados por participação em atos violentos em manifestações. O pedido não incluiu os 12 ativistas autorizados ontem (15) a serem liberados pela Justiça, por meio habeas corpus. No sábado (12), a Operação Firewall prendeu 19 pessoas e apreendeu dois adolescentes. Ao todo, 26 prisões foram decretadas pela 27ª Vara Criminal. Nove pessoas estão foragidas.

O alvará de soltura dos 12 ativistas está no Cartório da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e a expectativa dos advogados é que os ativistas deixem o sistema penitenciário hoje. Entre eles, a advogada Eloysa Samy Santiago, assistida pela Ordem do Advogados do Brasil (OAB), e a radialista da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Joseane Freitas, defendida pelo Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro.

A advogada do Instituto Defensores de Direitos Humanos (DDH), Raphaela Lopes, que conseguiu a liberação de três ativistas, aponta duas irregularidas nos processo: a decretação de prisão temporária para prevenir um “fato futuro”, o que deveria ser feito pela prisão preventiva, e a ausência de indícios que justificassem a prisão. “Não há um detalhamento do porquê, do envolvimento dos ativistas em supostos atos ilegais”.

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