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01/10/2013 - 14h01m

Polícia Federal faz operação em escritórios da construtora Delta em São Paulo, Rio e Goiás

Agência Brasil/Flávia Villela 

São Paulo (Agência Hoje) - Em ação simultânea, realizada nos escritórios da Construtora Delta no Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás, 100 agentes da Polícia Federal apreenderam veículos, computadores e documentos da empresa e do seu ex-presidente e atual controlador, Fernando Cavendish.

A empresa se envolveu com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e desenvolveu uma série de operações irregulares, como o repasse de propinas para funcionários públicos do alto escalão. A Operação Saqueador, desenvolvida pela Polícia Federal, procura aprofundar as investigações que foram feitas pela CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) realizada no Congresso Nacional no ano passado.

A Polícia Federal cumpre 20 mandatos de busca e apreensão contra a Construtora Delta e o seu ex-presidente, Fernando Cavendishi. Durante a ação, iniciada as 6h, os agentes apreenderam R$ 350 mil em espécie, carros de luxo e muitos documentos. Os policiais acreditam que há evidências de que a empresa desviou cerca de R$ 300 milhões obtidos de forma fraudulenta junto a órgãos públicos federais e estaduais.

PF E MIPF PROCURAM MAIS PROVAS CONTRA EMPRESA DE ENGENHARIA

Rio de Janeiro (Agência Brasil/Flávia Villela) - Aproximadamente 100 policiais federais cumprem desde o início da manhã de hoje (1º) 20 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e Goiás, envolvendo sede e filial de empresa de engenharia, com suposto esquema criminoso de desvio de recursos públicos.

A Operação Saqueador foi deflagrada com o apoio do Ministério Público Federal, e identificou indícios de transferências milionárias de recursos da empresa de engenharia para sociedades de fachada, possivelmente desviados de obras públicas.

A Polícia Federal (PF) inciou uma perícia contábil-financeira na sociedade investigada. Se forem julgados culpados, os responsáveis vão responder pelos de crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, peculato, entre outros.

De acordo com a assessoria da PF, o trabalho começou a partir da documentação da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito, instaurada no ano de 2012, para investigar o crime ocorrido em Goiás. Os materiais enviados pela comissão nominaram as empresas de fachada que supostamente recebiam valores desviados pela empresa investigada.

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