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07/07/2016 - 12h17m

Polícia Federal prende conselheiro do Carf em Operação Quatro Mãos

Agência Brasil/Yara Aquino 
Agência Brasil/Marcello Casal Jr
Segundo a PF, um banco denunciou o conselheiro após ele ter pedido dinheiro em troca de decisão favorável à empresa
Segundo a PF, um banco denunciou o conselheiro após ele ter pedido dinheiro em troca de decisão favorável à empresa

Brasília - A Polícia Federal prendeu em flagrante um integrante do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) como parte da Operação Quatro Mãos, deflagrada na noite de quarta-feira (6). O conselheiro foi preso no Shopping Iguatemi, em Brasília, também na noite dessa quarta-feira. Ele foi levado para a Superintendência da PF na capital federal.

De acordo com a Polícia Federal, o banco Itaú Unibanco denunciou o conselheiro após ele ter pedido dinheiro em troca de decisão favorável à empresa de forma a influenciar o julgamento de um processo administrativo no Carf. O Carf é um órgão ligado ao Ministério da Fazenda que julga recursos sobre multas aplicadas aos contribuintes.

O nome da operação é baseado na proposta inicial feita pelo conselheiro à representante da instituição financeira para que a elaboração do voto fosse feita a “quatro mãos”.

Em nota, a Polícia Federal informou que o flagrante ocorreu, de forma controlada, após autorização da 12ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal. “Nesse tipo de ação, é aguardado um momento mais oportuno, do ponto de vista da produção de prova, para realizar a prisão do investigado.”

A ação não tem relação com a Operação Zelotes, de acordo com a Polícia Federal. A Zelotes investiga esquemas de venda de sentenças no Carf para beneficiar empresas multadas pela Receita Federal e de negociação de medidas provisórias a favor de empresas do setor automobilístico. A PF estima que foram desviados mais de R$ 19 bilhões.

Em nota, a assessoria do Itaú Unibanco disse que a instituição foi vítima de conduta inadequada do conselheiro que solicitou vantagens para beneficiar o banco em julgamento do Carf e acrescenta que, ao denunciar o crime, espera ter “contribuído com a identificação de conduta contrária à ética e à lei”. “Dados os princípios éticos e de transparência que norteiam nossa atuação, voluntariamente reportamos os fatos às autoridades competentes.”

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