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23/05/2012 - 16h28m

Polícia Federal procura 115 pessoas por desmatamento ilegal

Folhapress / Aguirre Talento 
Agência Hoje/Arquivo
Desmatamento ilegal em Roraima exigiu ação da Polícia Federal e do Ibama
Desmatamento ilegal em Roraima exigiu ação da Polícia Federal e do Ibama

BELÉM, PA (Folhapress) - A Polícia Federal e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) deflagraram hoje uma operação contra um suposto esquema de corrupção envolvendo madeireiros e servidores públicos que autorizavam desmatamento de florestas nativas da Amazônia em Roraima.

Entre 2011 e 2012, o Estado teve um aumento de 363% no desmatamento -que, na avaliação da polícia, foi causado pelo suposto esquema.

Estão sendo cumpridos 44 mandados de prisão e serão indiciadas 115 pessoas. Até as 12h de hoje, a assessoria da PF ainda não tinha a informação de quantas pessoas já haviam sido presas.

De acordo com a assessoria, os mandado de prisão estão sendo cumpridos em Boa Vista, capital de Roraima.

A PF aponta o envolvimento de servidores do Ibama de Roraima (incluindo o chefe de fiscalização), do Incra-RR (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), do Femarh (Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) e do Iteraima (Instituto de Terras e Colonização de Roraima), além de madeireiros e empresários de consultoria ambiental. Segundo a polícia, a suposta quadrilha foi responsável pela grilagem de 146 mil hectares, autorização para desmatamento de 21 mil hectares e autorização para extração de 1,4 milhões de metros cúbicos de madeira (suficientes para o carregamento de 56 mil caminhões).

A operação foi batizada de Salmo 96:12 ("Regozijem-se os campos e tudo o que neles há. Cantem de alegria todas as árvores da floresta").

Os envolvidos no suposto esquema serão indiciados, na medida de suas participações, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, prevaricação, coação no curso do processo, violação de sigilo profissional, extração ilegal de madeira e usurpação de bens da União.

A investigação surgiu no próprio Ibama em 2010, ao receber denúncias sobre um servidor que cancelava autos de infração irregularmente para beneficiar madeireiros.

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