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14/01/2014 - 20h10m

Ponte de Itaoca forma dique, causa 10 mortes e derruba 19 casas

Agência Brasil/Bruno Bocchini 
Edson Lopes Jr
Chuvas chegaram a 200mm em um dia e causaram mortes e destruição em Itaóca, no vale do Ribeira
Chuvas chegaram a 200mm em um dia e causaram mortes e destruição em Itaóca, no vale do Ribeira

São Paulo - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nesta terça-feira (14) que a inundação que devastou parte da cidade de Itaóca foi um caso excepcional. Segundo ele, a ponte sobre o Rio Palmital, que passa pelo município, foi a principal causadora da enchente: obstruiu a passagem de água e fez com que o rio se desviasse do curso, atingindo as casas.

“A ponte foi o problema maior, porque isso nunca aconteceu, e não é nos últimos dez anos, é nos últimos 100 anos. Houve deslizamento de uma serra, que trouxe grandes árvores, e quando chegou à ponte, a ponte antiga, cheia de pilares, aquilo formou um dique, e o rio saiu do leito. Formou um outro rio do lado, levando as casas de um bairro”, disse Alckmin, ao visitar a cidade.

De acordo com o governador, apesar de o estado fazer a telemetria do Rio Ribeira de Iguapé, o principal da região, não foi possível prever a cheia de um dos seus afluentes, o Palmital, que cruza o município de Itaóca. Além disso, Alckmin ressalta que a forte chuva atingiu pontualmente a serra vizinha à cidade.

“Aqui houve chuva localizada de 200 milímetros. E não foi nem na cidade, foi na serra. E aí deslizou a serra. Morro, árvore, veio tudo [abaixo]. E veio com as águas. Quando chegou à cidade, a ponte foi como um dique, que causou todo esse problema”, destacou.

O governador anunciou que vai refazer a ponte, agora de concreto armado, mais alta e com arco, sem pilar. O estado, por meio do Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano, também vai construir 90 casas.

“As famílias que perderam tudo passam a ter um auxílio-aluguel de R$ 300 durante 6 meses, e recebem R$ 1 mil para poder comprar as coisas mínimas que perderam. E vamos refazer as casas em lugares seguros”, informou Alckmin.

O governo contabilizou, até o momento, 19 casas derrubadas pela água. Ainda não é possível estimar o número de construções condenadas e que precisarão ser refeitas.

A energia elétrica foi restabelecida em praticamente 80% do município, principalmente na área urbana. A estação de tratamento de água da cidade também já está em funcionamento, e os técnicos estão testando as adutoras.

O número de mortos pela chuva que atingiu o município, no sudeste do estado, foi atualizado, na manhã de hoje (14), para dez, segundo a Defesa Civil. Com a ajuda de quatro cães farejadores, bombeiros trabalham na busca de 12 desaparecidos.

A cidade foi inundada pelo Rio Palmital, que transbordou com a chuva. Houve queda de três barreiras, o que dificultou o acesso à cidade. Segundo o levantamento da Defesa Civil, 100 casas foram afetadas pela forte enxurrada, 83 famílias (332 pessoas) estão desalojadas e nove, desabrigadas. Em Apiaí, cidade vizinha, a chuva também danificou 50 casas.

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