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26/04/2012 - 00h07m

Prédios restaurados marcam centenário do saneamento de Santos

Sabesp/Divulgação 

Foram entregues restaurados nesta quarta-feira, 25 de abril, três prédios históricos do sistema de saneamento de Santos. Eles foram revitalizados pela Sabesp, com um investimento de R$ 4,3 milhões, e passam a receber visitas gratuitas. Foi também inaugurado um painel de azulejos do artista Ademir Costa em homenagem ao engenheiro Francisco Saturnino de Brito, responsável pelo projeto implantado cem anos atrás.

O trabalho de Saturnino foi fundamental para que Santos tenha hoje o melhor saneamento do Brasil, segundo o Instituto Trata Brasil. A cidade tem 99% de coleta e 100% de tratamento de esgoto. As ações do engenheiro também acabaram com a péssima fama de Santos, onde ficava o Porto Maldito – as doenças associadas ao cais haviam matado 22 mil dos 45 mil moradores no auge da exportação de café.

O evento que marcou o centenário teve a presença da diretora-presidente da Sabesp, Dilma Pena; do diretor de Sistemas Regionais da companhia, Luiz Paulo de Almeida Neto; dos superintendentes João Cesar Queiroz Prado, da Baixada Santista, e José Luiz Lorenzi, do Programa de Recuperação Ambiental da Baixada; e do secretário de Serviços Públicos de Santos, Carlos Alberto Russo.

A presidente da Sabesp destacou o pioneirismo do projeto de Saturnino. “Ele deixou como herança não apenas uma solução para o momento que a cidade vivia, garantindo o desenvolvimento de Santos e de todo o país, mas também um olhar no futuro”, disse Dilma Pena. “Essa é a missão da Sabesp: investir agora para garantir um futuro melhor para a população.”

Dilma citou também os investimentos realizados em toda a Baixada Santista nos últimos 20 anos para garantir água potável e tratamento de esgoto aos moradores e turistas. Ela lembrou a importância dos moradores nesse processo. “É preciso fazer investimentos e incentivar a participação da população para garantir mais qualidade de vida e praias limpas. Cada morador precisa armazenar o lixo corretamente e recolher as fezes de seus animais para que eles não cheguem às praias.”

Cem anos de história

O planejamento desenvolvido por Saturnino foi inaugurado em 25 de abril de 1912. Era composto por tubulações para coletar o esgoto das casas, estações elevatórias para bombeá-lo, a Ponte Pênsil, que sustentava parte dos tubos, e uma usina terminal. Dessa forma, os rejeitos que antes eram alimento para transmissores de doenças foram tirados de perto da população.

Três prédios que faziam parte desse sistema foram restaurados: a usina terminal, ao lado do orquidário, que funcionou por 98 anos; o prédio de prevenção, onde ficavam os escritórios e a manutenção; e uma estação elevatória, que foi transformada na Gibiteca Mauricio de Sousa, em homenagem ao criador da Turma da Mônica.

Outras duas estações elevatórias recuperadas não terão visitação interna. Uma delas segue trabalhando, cem anos depois, só com a troca das máquinas, mostrando que o planejamento feito há um século foi altamente eficiente.

Além de pensar na solução para o esgoto, o engenheiro projetou os canais santistas para separá-lo da água de chuva, modelo chamado separador absoluto e que foi adotado em todo o Brasil depois disso. Com essa infraestrutura, Santos se expandiu para além do porto, passando a ocupar a orla. Foi de Saturnino também a ideia, em 1910, de criar um jardim na praia. Construído décadas depois, hoje ele é considerado o maior do mundo pelo Guinness Livro dos Recordes, com mais de 5 km de extensão.

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