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23/03/2012 - 14h33m

Preso por incentivar violência na Internet já era investigado pelo Conselho da UnB

Agência Brasil/Paula Laboissière 

Brasília - Um dos homens presos pela Polícia Federal em Curitiba (PR) sob suspeita de incitar a violência na internet foi alvo de investigação pelo Conselho Disciplinar Permanente da Universidade de Brasília (UnB). O processo ainda está em andamento e tramita de forma sigilosa, segundo a instituição.

A Polícia Federal em Curitiba (PR) prendeu ontem (22) Marcelo Valle Vieira, ex-aluno de letras da UnB, e Emerson Eduardo Rodrigues, responsáveis por publicar mensagens com conteúdo discriminatório no site silviokoerich.org.

De acordo com a UnB, Marcelo Valle Vieira Mello foi aluno de letras, mas interrompeu o curso no final do primeiro semestre. Por não ter frequentado mais a universidade nos dois semestres seguintes, foi desligado em 2006, por abandono.

As investigações, segundo a PF, começaram a partir de denúncias relacionadas ao conteúdo discriminatório do site. Até o dia 14 de março deste ano, foram registradas 69.729 reclamações. As mensagens fazem apologia à violência, sobretudo contra mulheres, negros, homossexuais, nordestinos e judeus, além da incitarem o abuso sexual de menores.

Outras mensagens fazem referência direta e ameaças a estudantes de direito, ciências sociais, psicologia e comunicação da UnB. “A reitoria da UnB enviou, em janeiro, um conjunto de pedidos à Delegacia da Polícia Federal em Brasília alertando sobre as ameaças e solicitando apuração”, informou a UnB, por meio de comunicado.

Um dos conteúdos divulgados no site apoiava Wellington Menezes de Oliveira, que em abril de 2011 atirou em alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro. Doze crianças morreram e dez ficaram feridas. Os presos contaram à polícia que foram procurados por Oliveira, para orientá-lo sobre como proceder na ação criminosa.

Os dois presos vão responder por crimes de incitação e indução à discriminação ou preconceito de raça, por meio de recursos de comunicação social (Lei 7.716/89); de incitação à prática de crime (Artigo 286 do Código Penal) e de publicação de fotografia com cena pornográfica envolvendo criança ou adolescente (Lei 8.069/90, Estatuto da Criança e do Adolescente, ECA).

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