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19/05/2016 - 16h33m

"O Brasil não pode dar errado novamente", afirma Renan Calheiros

Agência Brasil/Karine Melo 
Agência Brasil/Arquivo
Tom mais agressivo adotado nos últimos tempos foi dado após uma reunião com Romero Jucá
Tom mais agressivo adotado nos últimos tempos foi dado após uma reunião com Romero Jucá

Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta quinta-feira (19) que o Brasil “ não pode dar errado novamente”. O tom mais agressivo adotado nos últimos tempos foi dado após uma reunião com o ministro do Planejamento, Romero Jucá, no início da tarde desta quinta-feira.

“Comunicamos ao ministro do Planejamento o que já havíamos comunicado ao presidente Michel. A disposição do Senado federal é colaborar com o Brasil. Há um sentimento que captamos por onde andamos de que o Brasil não pode dar errado novamente. Precisamos colaborar com saídas”, afirmou.

Renan acrescentou que é preciso aproveitar o capital político que está sendo acumulado pelo novo governo, de modo a tocar rapidamente uma agenda de mudanças para que o Brasil saia com rapidez da crise econômica e política.

Diagnóstico

O presidente do Senado adiantou que está pensando em criar na Casa uma comissão especial para elaborar um levantamento dos investimentos e das obras inacabadas e sugerir o que fazer com elas. “É um quadro dramático em relação a isso. Temos mais de R$ 270 bilhões em restos a pagar. São coisas que não estão previstas no Orçamento, porque estão inscritas como restos a pagar”, informou Renan.

Questionado sobre o valor do rombo nas contas públicas, Renan Calheiros disse que é fundamental que o governo tenha rapidamente esse diagnóstico para que se tenha um número verdadeiro para reduzir a meta fiscal. Isso para não fazer o que foi feito nas últimas reduções.

“Temos de reduzir, mas com a certeza de que a redução é real, é verdadeira, é concreta”, destacou, reafirmando que na terça-feira (24) pretende convocar uma sessãoo do Congresso para discutir e votar a proposta de revisão da meta orçamentária.

Ao contrário de quarta-feira (18), quando falou em mais de R$ 200 bilhões, ante os R$ 96 bilhões apresentados pela equipe econômica do governo Dilma Rousseff, hoje o presidente do Senado não citou números.

“ As informações são de que ela ( a estimativa) está crescendo, porque outras coisas serão agregadas. Isso é natural. É por isso que mais um dia menos um dia não atrapalha e nem resolve. É fundamental que tenhamos um número concreto, real, verdadeiro”. Renan defendeu ainda que o rombo na Eletrobras e a dívida dos estados também entrem na conta.

Liderança

No Senado, segue indefinido o nome que vai ocupar a liderança do governo, mas Renan afirmou que o assunto será resolvido nos próximos dias e que problema é “o excesso de nomes qualificados para a função”, que é o elo entre o Palácio do Planalto e a Casa.

“Acho que se for uma mulher será bom como resposta do Senado a essa circunstância que vivemos no Brasil”, disse sobre a falta de mulheres na equipe de Michel Temer. Entre os nomes femininos cotados estão o das senadoras Simone Tebet (PMDB-MS) e Ana Amélia (PP-RS).

Jucá

Quanto à escolha do deputado André Moura (PSC-SE), aliado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para a liderança do governo na Câmara, Renan afirmou que o parlamentar precisa dizer a que veio e quais são os compromissos que assumirá para colaborar com o Brasil. “Essa questão de liderança no presidencialismo é uma escolha do presidente da República”.

Ao deixar a reunião com Renan, o ministro Romero Jucá assegurou que o Congresso será pautado com a preocupação de melhorar a economia para que o país volte a crescer. Ele também destacou a necessidade de diminuir o endividamento dos estados, fazer com que o nível de empregos possa crescer, fortalecer a indústria, apoiar o agronegócio, além de ações concretas na linha de concessões e parcerias público-privadas para aquecer o investimento.

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