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26/10/2014 - 20h28m

Reeleita presidente do país, Dilma tem mais de 54 milhões de votos

Agência Hoje 
Agência Brasil/Antônio Cruz
Presidente Dilma Rousseff, do PT, é reeleita com mais de 51% dos votos válidos
Presidente Dilma Rousseff, do PT, é reeleita com mais de 51% dos votos válidos

Brasília (Agência Hoje) - A candidata Dilma Rousseff, do PT, foi reeleita neste domingo, 26, ao conquistar 51,64% dos votos válidos dos eleitores brasileiros, o equivalente a mais de 54 milhões de votos. O senador Aécio Neves, do PSDB, ficou com 48,36%, equivalente a mais de 51 milhões de votos.

A confirmação da vitória foi feita pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) às 20h30, quando os votos de 98,13% das urnas tinham sido apuradas. Confirmando as previsões dos principais institutos de pesquisa, a candidata do PT teve grande diferença de votos nas regiões Norte e Nordeste, enquanto Aécio ficou na frente no Centro Oeste, Sudeste e Sul.

Nos Estados do Maranhão e do Piauí, Dilma chegou a ter média de 76% dos votos válidos, repetindo votações expressivas na Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Em Pernambuco, ao contrário do que os analistas políticos esperavam, a candidata reeleita também venceu, obtendo mais de 60% dos votos.

História de Vida

Mineira de Belo Horizonte, Dilma Rousseff, tem 66 anos, é economista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tem uma filha e um neto. Foi reeleita hoje (26), junto com o vice-presidente Michel Temer (PMDB), com o apoio da coligação formada por PT, PMDB, PDT, PCdoB, PR, PP, PRB, PROS e PSD. No primeiro turno, Dilma ficou em primeiro lugar, com 43.267.668 votos (41,59% dos votos válidos).

Filha de um imigrante búlgaro e de uma professora do interior do Rio de Janeiro, Dilma viveu em Belo Horizonte, capital mineira, até 1970, onde integrou organizações de esquerda, como o Comando de Libertação Nacional (Colina) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Foi presa em 1970 pela ditadura militar e passou quase três anos no Presídio Tiradentes, na capital paulista, onde foi torturada.

Em 1973, mudou-se para Porto Alegre, onde construiu sua carreira política. Na capital gaúcha, Dilma dedicou-se à campanha pela anistia, no fim do regime militar, e ajudou a fundar o PDT no estado. Em 1986, assumiu seu primeiro cargo político, o comando da Secretaria da Fazenda de Porto Alegre, convidada pelo então prefeito Alceu Collares.

Com a redemocratização, Dilma participou da campanha de Leonel Brizola à Presidência da República em 1989. No segundo turno, apoiou o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em 1993, Dilma assumiu a Secretaria de Energia, Minas e Comunicação do Rio Grande do Sul, cargo que ocupou nos governos de Alceu Collares (PDT) e Olívio Dutra (PT).

Em 2000, Dilma filiou-se ao PT e, em 2002, foi convidada a compor a equipe de transição entre os governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Quando Lula assumiu, em janeiro de 2003, Dilma foi nomeada ministra de Minas e Energia, onde comandou a reformulação do marco regulatório do setor.

Em 2005, ainda no primeiro governo Lula, Dilma assumiu a chefia da Casa Civil, responsável até então por projetos como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida.

Dilma deixou a Casa Civil em abril de 2010 e, em junho do mesmo ano, teve sua candidatura à Presidência da República oficializada. Venceu sua primeira eleição no segundo turno, contra o candidato do PSDB, José Serra, com mais de 56 milhões de votos.

Em um governo de continuidade, Dilma manteve e ampliou programas sociais da gestão Lula e implantou iniciativas que levaram à redução da pobreza, da fome e da desigualdade. Criou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e ampliou programas de empreendedorismo.

Também implantou um programa de concessões para obras de infraestrutura e logística, muitas ligadas à realização da Copa do Mundo. Em um governo marcado por episódios de corrupção, Dilma chegou a demitir seis ministros em dez meses, em 2011. A presidenta reeleita também enfrentou problemas com a economia, com queda no ritmo do crescimento do país e avanço da inflação.

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