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15/09/2016 - 10h13m

Rugby paralímpico brasileiro perde em quadra, mas ganha ganha nas arquibancadas

Agência Brasil/Marcelo Brandão 

Rio de Janeiro - Quem ouviu as arquibancadas na noite de quarta-feira (14), na Arena Carioca 1, acreditaria que o rugby em cadeira de rodas já é um esporte nacional. A cada gol marcado, a torcida parecia celebrar um título de Copa do Mundo. No final, o placar de 62 a 48 para o Canadá foi o que menos importou da estreia do Brasil na Paralimpíada. Ovacionados como se campeões já fossem, os atletas brasileiros saíram de quadra satisfeitos com o próprio desempenho e com a torcida.

“Sem palavras para essa torcida. Ela apoiou mesmo a gente. Estamos com o pensamento de dever cumprido, porque demos o máximo dentro de quadra. Foi um resultado negativo, mas acho que o positivo vai ficar, do Brasil conhecer o rugby, um esporte novo”, disse Júlio Braz, um dos destaques do time brasileiro.

Para os atletas do Brasil, além do bom desempenho contra os medalhistas de prata nos jogos de Londres 2012, foi importante apresentar um esporte novo para a torcida e ver a receptividade que tiveram. “Aquele frisson da torcida foi sensacional. Fazíamos um gol e parecia que a arena viria abaixo. Foi muito bom. Queremos que as pessoas conheçam nosso esporte e nos vejam jogar. Isso é que é importante: a Rio 2016 está trazendo a visibilidade que a sempre sonhamos”, disse o atleta Guilherme Camargo.

O Canadá inventou o rugby adaptado, mas ainda não conhecia uma torcida tão vibrante quanto a do Brasil: “A torcida é incrível. Fazia muito barulho e não estamos acostumados com uma torcida tão barulhenta lá no Canadá. Foi incrível e aguardo isso pelos próximos jogos. Espero que tenhamos uma arquibancada cheia assim”, disse o camisa 15 do Canadá, Patrice Simard.

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