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05/08/2015 - 12h45m

Saiba quais os riscos que o excesso de álcool traz para saúde

Agência Brasil/Jéssica Gonçalves  
Reprodução
Mais de 11 milhões de pessoas são dependentes de álcool no Brasil
Mais de 11 milhões de pessoas são dependentes de álcool no Brasil

Brasília - Os brasileiros estão bebendo cada vez mais, é o que mostra o último Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, onde mais de 11 milhões de pessoas são dependentes de álcool no país. As mulheres jovens foram as que mais aumentaram o consumo nos últimos anos e têm bebido de forma mais perigosa.

O estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra também que, entre os adultos entrevistados, 54% consomem álcool pelo menos uma vez por semana.

O uso nocivo da substância é responsável por 3,3 milhões de mortes por ano em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, cerca de 6% da população tem algum problema ou doença associada ao uso do álcool, como câncer no esôfago e na laringe, pancreatite e cirrose hepática.

O psiquiatra e especialista em dependência química do Centro de Informações Sobre Saúde e Álcool (Cisa), Arthur Guerra, alerta que cerca de 200 transtornos estão relacionados ao uso excessivo da substância.

"Algumas pessoas vão consumir o álcool e pode apresentar alterações no cérebro, no fígado, nos pulmões, no coração, nos músculos, nos ossos, nos rins, enfim, em todo o corpo humano. E aonde ele chega, já no grau excessivo, ele vai causar danos e danos sérios."

A OMS estima que pessoas de 20 a 49 anos são as que mais morrem por causa do álcool. Beber cada vez mais cedo tem se tornado uma prática comum entre os jovens.

Em fevereiro, um estudante de 23 anos morreu em uma festa universitária em São Paulo depois de participar de uma competição envolvendo bebidas alcoólicas. Na semana passada, também no estado de São Paulo, um adolescente de 13 anos entrou em coma alcoólico durante uma festa open bar.

Mas o alcoolismo não afeta apenas quem consome. O problema atinge familiares, que muitas vezes não conseguem lidar com a situação.

Maria Chagas conta que só não se separou do marido depois de 23 anos de casados porque ele procurou ajuda."Foi muita briga, muita batalha, porque ele não aceitava que tinha a doença do alcoolismo. Ele estava no fundo do poço e eu também estava, porque eu não sabia como lidar com ele. Hoje está muito bom, maravilhoso, ele está sóbrio."

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento por meio do Centro de Atenção Psicossocial, instalado em várias cidades do país, do Núcleo de Apoio à Saúde da Família, dos Consultórios de Rua, equipes móveis que atuam nas ruas, e da Casa de Acolhimento Transitório, que recebe o dependente e oferece atividades pedagógicas durante o processo de estabilização clínica.

O tratamento para o alcoolismo também pode ser feito no A.A., Alcoólicos Anônimos, que não é ligado ao SUS, mas oferece atendimento gratuito.

Outra alternativa para a recuperação são as clínicas privadas de internação voluntária ou compulsória, aquela que acontece mesmo sem a pessoa concordar.

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