São Paulo, SP, 18/06/2019
 
16/12/2015 - 13h42m

Saiba qual o método contraceptivo mais indicado para você

Portal EBC 
Agência Brasil
Indicação do Ministério da Saúde é que as mulheres brasileiras evitem a gravidez neste momento
Indicação do Ministério da Saúde é que as mulheres brasileiras evitem a gravidez neste momento

Brasília - Após a indicação do Ministério da Saúde que as mulheres brasileiras evitassem a gravidez neste momento devido ao surto de microcefalia associada ao Zyka Vírus, o ginecologista e membro da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Frederico José Corrêa diz que esse apelo do Ministério veio em um momento muito difícil, e é muito importante, pois tem um grande impacto na população. “Há a necessidade de uma avaliação mais profunda para se checar a necessidade dessa restrição”, avalia.

Segundo o médico, dentre vários métodos contraceptivos, a pílula é o método mais utilizado em todo mundo, pois é de fácil acesso, uso, aceitação e em geral causa poucos efeitos colaterais. A maior preocupação em relação a ela é o risco de trombose. Além disso, segundo o médico, após os 35 anos, se a mulher for tabagista, ela não deve fazer uso da pílula.

Outro método contraceptivo é a pílula do dia seguinte, mas que deve ser utilizado apenas em uma eventualidade, em caso de relação sexual desprotegida. O médico explica que a pílula do dia seguinte não pode ser usada como um método anticoncepcional de rotina, pois interfere no ciclo menstrual e nos hormônios da mulher.

Um método comum, utilizado pela maioria da população sexual ativa é a camisinha. A camisinha é um método contraceptivo do tipo barreira. Feita de látex ou poliuretano, impede a ascensão dos espermatozoides ao útero, prevenindo a gravidez indesejada. Também é eficiente na proteção contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como AIDS e HPV. Há dois tipos de camisinha: masculina e feminina.

O diafragma é um anel flexível envolvido por uma borracha fina, que impede a entrada dos espermatozoides no útero. A mulher deve colocá-lo dentro da vagina cerca de 15 a 30 minutos antes da relação, e retirá-lo 12 horas após o ato sexual.

O Dispositivo Intra Uterino (DIU) e o Sistema Intra Uterino (SIU) - também conhecido como DIU hormonal são dispositivos ou sistemas que são inseridos por especialistas, dentro do útero. O DIU é feito de cobre, um metal, e não possui nenhum tipo de hormônio, causando um processo inflamatório dentro do útero que impede os espermatozoides de chegar até o óvulo, já o SIU libera um hormônio dentro do útero. Eles podem proteger a mulher durante 5 a 10 anos, dependendo do produto.

Os Espermaticidas servem para destruir os espermatozoides. Eles são pouco utilizados no Brasil, e geralmente são utilizados com o diafragma.

A Tabelinha é baseada no cálculo, do início e fim do período fértil, realizado em um calendário, evitando assim, relações sexuais nos períodos em que há maior chance de gravidez. De todos os métodos, segundo o médico, é o mais vulnerável, pois depende do ciclo menstrual regular e da disponibilidade do casal para calcular as datas certas e evitar relações sexuais no período fértil.

Segundo o Frederico José Corrêa, vários métodos contraceptivos estão disponíveis na rede pública: “O método mais disponível e utilizado é a pílula anticoncepcional, mas também está disponível o DIU de cobre, a camisinha e os métodos anticoncepcionais injetáveis. O acesso é facilitado”, e complementa: “a escolha dos métodos depende muito da característica da pessoa, dos fatores de risco, de alguma doença associada. A escolha é individual”.

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