Santos é maior homenageada no carnaval carioca; Grande Rio mostra tudo sobre cidade - Hoje São Paulo
São Paulo, SP, 19/08/2018
 
05/02/2016 - 22h33m

Santos é maior homenageada no carnaval carioca; Grande Rio mostra tudo sobre cidade

Agência Brasil/Cristina Indio do Brasil 
Agência Brasil/Cristina Indio do Brasil
Carnavalesco Fábio Ricardo usa muita criatividade para mostrar cidade de Santos no carnaval do Rio de Janeiro
Carnavalesco Fábio Ricardo usa muita criatividade para mostrar cidade de Santos no carnaval do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - A Grande Rio vem batendo na trave nos últimos anos permanecendo entre as seis mais bem classificadas do Grupo Especial do Rio, mas este ano está confiante de que, finalmente, o título de campeã será conquistado. Para isso, conta com o enredo Fui no Itororó beber água, não achei. Mas achei a bela Santos, e por ela me apaixonei..., em homenagem à cidade paulista.

Fábio Ricardo, o carnavalesco da vermelho, verde e branco de Caxias, na Baixada Fluminense, disse que há algum tempo tinha intenção de desenvolver um enredo sobre Santos por causa de uma ligação familiar. O pai dele, foi trabalhador do porto da cidade. A ideia se juntou com uma decisão da Grande Rio de levar para a avenida essa história.

Fabinho, como é chamado pelos amigos, disse que para buscar algo mais poético. O enredo brinca com a Fonte de Itororó, conhecida na cantiga de roda. “Conta a lenda de quem bebesse das águas límpidas ou se banhasse, por lá se apaixonava e por lá ficava. Esse foi o fio condutor para a gente falar do nosso enredo ainda com personalidades históricas que fizeram sucesso”, disse.

O enredo passa pela história e os dias atuais da cidade, que levou o nome por ter sido fundada no Dia de Todos dos Santos e a importância do português Brás Cubas, que recebeu terras na região e fundou o porto e a Santa Casa da Misericórdia.

Além disso, a escola vai se referir às invasões de piratas. “Uma das que mais me marcou na pesquisa do enredo foi a história do monte de Nossa Senhora de Monserrat, quando piratas atacaram e tentaram tomar a cidade. Após orações para os piratas irem embora, acaba havendo uma tempestade e o morro desaba, alguns piratas morrem, outros conseguem fugir, e Santos não é invadida”, contou.

Neste mesmo setor, a escola vai abordar a chegada de mercadorias no porto e fazer uma homenagem ao santista, José Bonifácio. “Para mim, só o José Bonifácio daria um enredo, mas isso é para futuramente. Quem representará José Bonifácio é um santista, o ator Oscar Magrini”, revelou.

Na avaliação do carnavalesco, um fato não podia faltar na apresentação da escola na avenida: a influência do café na vida da cidade, que resultou no crescimento de Santos. “Daí veio a urbanização, a chegada do trem e do bonde, o comércio. O porto de Santos era o escoamento de importação e exportação para a cidade, que tem até a Bolsa do Café”, disse.

Outro assunto que não poderia ficar de fora é o esporte. Nesse ponto serão lembrados dois craques de futebol que se destacaram internacionalmente: Pelé e Neymar, os dois com carreira marcante no Santos Futebol Clube.

A estrela de Pelé é tão grande, segundo o carnavalesco, que a escola abriu um setor apenas para homenagear o jogador. “Tem um setor de destaque por isso. Como eu resumiria, o Pelé numa ala ou só em um carro alegórico? Eu tenho dois momentos importantes. O Santos Futebol Clube e o Pelé. Eu tive a oportunidade de conhecer o Pelé e ele é o cara!”, contou, acrescentando que no esporte, a escola vai mostrar outras modalidades como o remo, as corridas de carro e o surfe.

Para resolver o problema de falta de materiais no comércio, Fabinho também se valeu de materiais alternativos. Em algumas alegorias ele usou o macarrão de piscina, tubo de espuma feito de polietileno. “Usei muito isso. Cortei, aderecei, montei de outras formas e fui dando acabamento. Até tecido de sofá eu usei para confeccionar fantasias. Eu gosto de brincar com isso. Acho que vale mais é a criatividade”, comentou.

Entre os custos da Grande Rio estão as fantasias. O diretor de carnaval da escola, Ricardo Fernandes, disse que a escola não tem alas comerciais. Por isso, tudo vai para a comunidade e eleva o gasto.

Ainda assim a determinação é para favorecer o desempenho da tricolor de Caxias na avenida. “A competição não deixa a gente repensar isso. Nós temos dois quesitos chamados harmonia e evolução, que dependem diretamente das alas. Para os efeitos que acontecem no chão acontecerem, eles têm que ser feitos com o povo da comunidade, porque dependem de ensaios. Quem paga não vem ensaiar”, indicou.

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