São Paulo, SP, 18/06/2018
 
10/11/2014 - 13h34m

São Paulo usará tecnologia norte-americana para produzir 3 mil litros de água por segundo

Agência Hoje 
A2/Alexandre Carvalho
Alckmin acompanha construção de reservatórios de água no Sistema Alto Boa Vista
Alckmin acompanha construção de reservatórios de água no Sistema Alto Boa Vista

São Paulo (Agência Hoje) - A Sabesb definiu como será feito o processo de transformação de água de reúso, proveniente de esgoto, em água potável, adequada ao consumo humano. O sistema terá tecnologia norte-americana e seguirá os mesmos padrões utilizados em países como Estados Unidos, Israel e Cingapura.

Serão utilizados equipamentos modernos e tecnologia de ponta no processo de tratamento e a Sabesp garante que fará monitoramento contínuo, 24 horas por dia, para garantir a qualidade da água. Engenheiros e técnicos do Sistema Baixo Cotia e das represas Guarapiranga e Isolina trabalham para viabilizar as obras de implantação.

“O resultado é uma água absolutamente limpa, cristalina, sem nenhuma impureza. É a molécula da água com seus sais naturais”, esclarece o superintendente de Tratamento de Esgotos da Região Metropolitana de São Paulo, Paulo Nobre.

O Sistema Baixo Cotia produzirá três mil litros por segundo de água de reúso, que serão lançados nas represas Guarapiranga e Isolina, aumentando o volume de água armazenada dos reservatórios. No primeiro caso, será implantada uma estação de produção de água de reúso próxima à estação de trem Jurubatuba, na zona sul de São Paulo.

O esgoto coletado da região de Interlagos, que passa por uma tubulação às margens do rio Pinheiros, será captado e tratado na nova estação.

Como Funciona

Após o refinado tratamento, a água de reúso será lançada no córrego Julião, que já foi despoluído pelo Programa Córrego Limpo, da Sabesp, e então despejada na Represa Guarapiranga. A partir da represa, a água de reúso, misturada à água acumulada pelas chuvas, será coletada e novamente tratada, passando pelo processo já usado no tratamento tradicional, e distribuída à população.

No caso da água de reúso que será aproveitada pelo Sistema Baixo Cotia, todo o esgoto habitualmente despoluído na estação de tratamento Barueri passará pelo mesmo tratamento refinado, com membranas e osmose. Em seguida, a água de reúso será levada para a represa Isolina, que integra o sistema. Antes, o esgoto tratado pela ETE Barueri era despejado no rio Tietê.

As duas estações de produção de água de reúso serão equipadas com reatores biológicos de membranas, que fazem uma ultrafiltração e têm capacidade para remover partículas sólidas com tamanho correspondente a um diâmetro mil vezes menor que um fio de cabelo.

Depois das membranas, será empregado o processo de osmose por foto-oxidação, que vai eliminar pequenas partículas, como bactérias e vírus. Como última etapa, a água é submetida a um processo de desinfecção final, com emprego de radiação ultravioleta associada ao peróxido de hidrogênio.

Além disso, a qualidade da água de reúso será monitorada continuamente pela Sabesp, por analisadores online e análises laboratoriais. A companhia produz água de reúso desde 1997. Em 2012, implantou o projeto Aquapolo, que já utiliza o reator biológico de membranas e a osmose para a produção de água de reúso em larga escala, aproveitada por indústrias. Nas duas novas estações, a tecnologia será similar, porém ainda mais moderna.

29 Reservatórios

Na semana passada, o governador Geraldo Alckmin anunciou, durante visita ao Sistema Alto Boa Vista, a construção de 29 novos reservatórios de água que serão instalados na Região Metropolitana de São Paulo e que serão capazes de ampliar em 10% a produção de água.

De acordo com ele, a capacidade de produção e tratamento será aumentada em mil litros por segundo até o final de dezembro. "Esses reservatórios garantem a regularidade da distribuição". Alckmin disse ainda que os reservatórios "estão sendo construídos com material de aço, e não com concreto armado. Então, em vez de três anos para fazer um grande reservatório, leva um ano para construção, além de custar 60% do preço".

Adiantou também que três já foram entregues, seis serão colocados à disposição até dezembro e outros dez até março de 2015. Os demais serão concluídos até o fim do ano que vem. O investimento na construção desses reservatórios é de R$ 169 milhões.

Além disto, o governador anunciou também duas estações de produção de agua de reúso, que vão gerar três mil litros por segundo. Esse volume será devolvido à represa Guarapiranga e ao rio Cotia, aumentando a oferta de água nos mananciais. Em seguida, a água de reúso será novamente tratada e transformada em água potável. Essas obras devem ser entregues em dezembro de 2015.

Por fim, Alckmin detalhou o aumento da produção de água no Guarapiranga, que fornecerá neste mês mais mil litros por segundo, quantidade suficiente para abastecer uma cidade com 300 mil habitantes. As obras começaram em julho de 2013. O valor total dos investimentos é de R$ 76,5 milhões.

Hoje São Paulo

© 2012 - Hoje São Paulo - Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por ConsulteWare e Rogério Carneiro