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25/11/2015 - 17h47m

Segundo Dieese taxa de desemprego teve relativa estabilidade na Grande SP

Agência Brasil/Camila Boehm 

São Paulo - A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo teve relativa estabilidade, ao passar de 14,2% em setembro para 14,3% em outubro, de acordo com pesquisa feita pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As entidades afirmaram que esse é um movimento atípico para o período, em que a taxa usualmente diminui.

Em outubro, o contingente de desempregados foi estimado em 1,59 milhão de pessoas, 17 mil a mais do que no mês anterior. Apesar da variação positiva do nível de ocupação, com a geração de 24 mil postos de trabalho, essas novas vagas foram insuficientes para absorver a ampliação da População Economicamente Ativa (PEA), que foi 41 mil pessoas. Entre setembro e outubro de 2015, a taxa de desemprego total aumentou no município de São Paulo (de 13,6% para 14,1%), diminuiu no conjunto dos demais municípios da região metropolitana (de 14,9% para 14,5%) e também teve queda considerando somente a região do ABC (de 13,1% para 12,5%).

O número de vagas ocupadas variou positivamente (0,3%) e o contingente de ocupados foi estimado em 9,57 milhões de pessoas. Sob avaliação por setor, a pesquisa mostrou que esse resultado decorreu do aumento na área de construção (3%, o que representa geração de 20 mil postos de trabalho), da variação positiva do comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (0,3%, ou 5 mil postos) e da relativa estabilidade na indústria de transformação (0,2%, ou 3 mil postos).

Na comparação com outubro de 2014, a taxa de desemprego total na região metropolitana aumentou de 10,1% para 14,3%. Em termos absolutos, o contingente de desempregados aumentou em 489 mil pessoas, devido à redução do nível de ocupação, pois foram eliminados 297 mil postos de trabalho, e também à expansão da força de trabalho da região, com a entrada de 192 mil pessoas no mercado de trabalho. A taxa de participação cresceu de 62,5% para 63,1%.

A diminuição de vagas de trabalho representou queda de 3% em relação a outubro do ano anterior. O resultado decorreu da eliminação de 204 mil postos de trabalho (12,2%) na indústria de transformação, 61 mil (8,1%) na construção e 191 mil (3,4%) nos serviços. Segundo o Dieese, o índice foi parcialmente compensado pelo aumento do nível de ocupação no comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, com geração de 142 mil postos de trabalho (8,7%).

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