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11/09/2015 - 15h02m

Segurança dos Jogos Olímpicos tem centro especial antiterrorismo

Agência Brasil/Isabela Vieira 
Reprodução
Durante a competição, haverá 1,5 mil militares vinculados, trabalhando com informações da Polícia Federal e da Abin
Durante a competição, haverá 1,5 mil militares vinculados, trabalhando com informações da Polícia Federal e da Abin

Rio de Janeiro - Um centro especial voltado ao combate a ações de terrorismo nos Jogos Olímpicos de 2016 está funcionando desde 5 de agosto no Rio de Janeiro. Instalada no Comando Militar do Leste, a unidade entrou em operação junto com os eventos-teste na cidade.

Durante a competição, haverá 1,5 mil militares vinculados, trabalhando com informações da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que atua em parceria com órgãos internacionais similares.

Apesar de o Brasil não ser considerado um país alvo de terrorismo, recepcionará nações que sofrem com esse tipo de ataque. “Estamos reunindo inúmeras delegações, cerca de 200 países, e eles podem ser fruto dessa ameaça”, explicou o comandante das Operações Especiais no Brasil, general Mauro Sinott Lopes, que chefia o centro especial. Ele lembrou que uma ação terrorista matou atletas israelenses na cidade alemã Munique, durante os Jogos Olímpicos de 1972.

Além do Centro de Coordenação e Prevenção contra Terror, formado pelas forças de operações especiais das instituições militares, no centro, núcleos menores serão espalhados nas zonas de provas olímpicas, na Barra da Tijuca, onde fica a Vila dos Atletas, em Deodoro e no Maracanã, na zona norte, e em Copacabana, na zona sul. As cidades além do Rio de Janeiro que terão competições de futebol também vão contar com estruturas antiterror, coordenadas do Rio.

Com exceção de ações contra o terrorismo, fiscalização de explosivos, segurança do tráfego aquaviário e controle do espaço aéreo, por orientação da Presidência da República, as Forças Armadas só atuarão a pedido de órgãos de segurança pública, informou o chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, almirante Ademir Sobrinho.

Para essa eventual atuação, o Rio terá 15 militares de prontidão nos quartéis. A segurança militar foi dividida entre as Forças Armadas, ficando o Exército responsável pelas instalações no Maracanã, em Deodoro e na Barra da Tijuca, enquanto a Marinha cuida de Copacabana. Militares também se dividirão para proteger estruturas de energia elétrica e de comunicações, como foi feito na Copa do Mundo no ano passado.

A Aeronáutica comandará ações no espaço aéreo. A força aérea informou que fará poucas restrições a voos durante as competições, abertura ou encerramento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. A principal interrupção no tráfego aéreo, para preservar as condições de provas, não por segurança, será feita no Aeroporto Santos Dumont, no centro, para a prova de vela. A disputa será na Baía de Guanabara perto de área de manobra de aviões que pousam no terminal.

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