Seminário discute possíveis negócios entre Brasil e Panamá - Hoje São Paulo
São Paulo, SP, 21/08/2018
 
22/12/2015 - 13h00m

Seminário discute possíveis negócios entre Brasil e Panamá

Agência Hoje 
Arquivo/Agência Brasil
Evento foi organizado pela São Paulo Chamber of Commerce, órgão de comércio exterior da ACSP
Evento foi organizado pela São Paulo Chamber of Commerce, órgão de comércio exterior da ACSP

São Paulo - A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) realizou um seminário para discutir oportunidades de negócios entre o Brasil e o Panamá. O evento foi organizado pela São Paulo Chamber of Commerce, órgão de comércio exterior da ACSP.

Entre as autoridades panamenhas que participaram estavam o vice-ministro de Comércio Exterior, Néstor González; o diretor-geral da Sedes de Empresas Multinacionais, Jonathan Diaz; e a vice-presidente do Conselho de Empresas do Panamá, Michelle Maduro. O embaixador do Brasil no Panamá, Adalnio Senna Ganem, fez uma apresentação.

"O Panamá vem ganhando cada vez mais importância regional não apenas pela sua localização estratégica, mas pela rapidez de seu crescimento econômico", disse o vice-presidente da ACSP, Roberto Ticoulat.

Hong Kong da América Latina

O embaixador do Brasil no Panamá, Adalnio Senna Ganem, lembrou que o país da América Central é sede de quase 120 empresas multinacionais, que aproveitam as facilidades logísticas e fiscais do Panamá. Ganem se referiu ao país como "a Hong Kong da América Latina".

Durante sua apresentação, Ganem destacou o fato de o país caribenho ter se aberto ao mundo, utilizando-se das vantagens do Canal do Panamá. "É uma economia basicamente fundamentada em logística. Precisamos aprender com os panamenhos", comentou.

Atualmente, o Brasil é o 17º maior parceiro comercial do Panamá. As oportunidades estão, por exemplo, no setor de obras públicas.

Zonas francas

A vice-presidente do Conselho de Empresas do Panamá, Michelle Maduro, destacou os marcos legais que fazem do Panamá uma economia flexível e adaptada às exigências globais.

Uma lei do país permite que zonas francas sejam criadas em qualquer parte do território. Elas dão incentivos fiscais, trabalhistas e migratórios às empresas multinacionais que queiram se estabelecer em solo panamenho.

O Panamá tem zonas francas para os setores de comércio, serviços, indústria e logística. "Queremos essa conectividade, esse diferencial. Queremos que cada empresa encontre seu nicho", disse a executiva.

Por estar localizado "no meio do mundo", o Panamá serve como hub de negócios para o mundo todo. É, por exemplo, o país que mais movimenta cargas portuárias na América Latina. Diariamente, saem do Panamá voos diários para 80 destinos em 33 países.

"Sem dúvida alguma, a posição geográfica é definitiva para o desenvolvimento do Panamá", disse Jonathan Diaz, diretor-geral da Sedes de Empresas Multinacionais, órgão governamental que processa toda a documentação das empresas internacionais que querem se instalar no país.

A mensagem foi reforçada pelo vice-ministro de Comércio Exterior, Néstor González, que resumiu a pujança econômica panamenha em três ingredientes: "localização, localização e localização", falou, em referência ao Canal do Panamá, permitindo que embarcações de todo o mundo transitem facilmente entre os oceanos Pacífico e Atlântico.

"Temos um modelo de economia fortemente baseado no Canal do Panamá e na nossa rede logística", complementou.

Em 2014, segundo González, o PIB do Panamá foi de 46 bilhões de dólares, com uma renda per capita de 11 mil dólares por habitante. O crescimento naquele ano foi de 6%, a mesma expectativa para 2015.

O país ainda recebe dois milhões de turistas anualmente e mais oito milhões que usam os aeroportos locais para realizar conexões a outros destinos.

"Estamos expandindo o Canal do Panamá com o objetivo de manter nossa competitividade e proporcionar mais segurança, eficiência e rentabilidade à nossa economia. Estamos fazendo um trabalho junto com a iniciativa privada", disse o vice-ministro.

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