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02/12/2016 - 14h31m

Serra confirma suspensão da Venezuela do Mercosul; país não cumpriu acordos acertados

Agência Brasil/Daniel Mello 
Agência Brasil/Wilson Dias
Ministro José Serra confirma que Venezuela não cumpriu prazos e ficou fora do Mercosul
Ministro José Serra confirma que Venezuela não cumpriu prazos e ficou fora do Mercosul

Brasília - O ministro das Relações Exteriores, José Serra, confirmou hoje (2) a suspensão da Venezuela do Mercosul. Ele disse que o país tinha sido advertido quanto a essa possibilidade. “Já tinha sido anunciado [que a Venezuela seria suspensa do bloco econômico] se não cumprisse certos requisitos e foi”, disse, mas evitando comentar ou dar detalhes sobre o assunto. O ministro participou do lançamento da campanha contra a dengue em uma escola na zona oeste de São Paulo.

A decisão sobre a Venezuela está relacionada ao vencimento do último prazo acordado em setembro para que Caracas cumprisse suas obrigações de adesão ao Mercosul.

Os chanceleres dos países fundadores bloco - Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - elaboraram um comunicado no qual explicam que a Venezuela não cumpriu seus acordos. As informações são da Rádio França Internacional.

Decisão Esperada

A marginalização da Venezuela se desenhava desde que os demais sócios bloquearam, em julho passado, o acesso do país à presidência semestral do bloco.

Em setembro, os quatro países fundadores decidiram ocupar o posto de forma colegiada e intimaram o governo do presidente Nicolás Maduro a adotar até 1º de dezembro todos os compromissos de adesão. Entre eles, a livre circulação de mercadorias entre os países do Mercosul e a cláusula democrática.

Na última terça-feira (29), a Venezuela se declarou disposta a aderir a um dos acordos comerciais pendentes - aquele relacionado às tarifas comuns e à livre circulação de bens. "Finalizadas as revisões técnicas, a Venezuela se encontra em condições de aderir ao Acordo de Complementação Econômica", afirmou a ministra das Relações Exteriores, Delcy Rodríguez, em uma carta dirigida aos governos da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

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