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06/05/2012 - 16h03m

Show dos Titãs empolga público na Virada Cultural

Folhapress/Thales de Menezes 
Arquivo/Titãs/Eryck Machado
Paulo Miklos na guitarra, Branco Mello no baixo e Toni Belotto na guitarra
Paulo Miklos na guitarra, Branco Mello no baixo e Toni Belotto na guitarra

SÃO PAULO, SP (Folhapress) - Todo mundo já sabia que o show dos Titãs na Virada Cultural seria um sucesso. Mas a São João foi pequena para os fãs que a banda conquistou em 30 anos de carreira.

O palco está próximo ao Largo do Arouche. O público encheu a avenida São João praticamente até a avenida Ipiranga. No meio do caminho, a praça Julio Mesquista foi tomada pela multidão que não via diretamente a banda mas podia acompanhar o show num telão.

Gente subiu em árvores, bancas de jornais e postes para ver melhor. Alguns fãs alugaram quartos em dois hotéis na São João, bem próximo do palco, e viram a apresentação das janelas.

Com tanta torcida a favor, só restou aos Titãs correr para o abraço. O show abriu com a íntegra do álbum "Cabeça Dinossauro", que tem tantos sucessos que mais parece um "greatest hits".

As músicas mais furiosas, como "Polícia", "Igreja" e "AAUU", foram recebidas com entusiasmo pelo público. Pais e filhos sabiam letras de cor.

Depois veio o desfile de músicas de vários discos. Nenhuma balada, o negócio da banda era tocar alto e forte (apesar do som fraco não alcançar os fãs mais distantes do palco).

Os músicos faizam poses de guitarristas de heavy metal e pareciam se divertir muito. Mesmo com o caminhão de hits, a banda conseguiu encaixar uma inédita no repertório, "Fala: Renata!". O show deveria encerrar com "Lugar Nenhum", mas os pedidos insistentes de bis foram recompensados com "Flores".

Ao encerrar, com show forte na avenida, ficou clara a identificação dos Titãs com sua cidade.

Troca de tiros

Um agente da polícia federal de 31 anos foi preso em flagrante suspeito de atirar em uma pessoa e contra um táxi na noite de ontem, no centro, durante a Virada Cultural.

De acordo com o major da Polícia Militar Carlos Eduardo da Silva, policiais faziam ronda na região central da cidade quando viram um homem atirando contra um táxi próximo à avenida Prestes Maia.

Os policiais tentaram deter o policial, mas foram recebidos a tiros. A PM revidou e conseguiu deter o homem, que foi baleado.

Em seguida à prisão, um jovem de 18 anos afirmou à polícia que ele levou um tiro nas nádegas do suspeito que deu início ao tiroteio.

De acordo com o relato da vítima, o agente policial teria passado perto dele e dado um tapa em sua orelha, enquanto ele conversava com os amigos. Em seguida, o policial teria sacado a arma e atirado nele.

Os dois baleados foram socorridos e encaminhados para a Santa Casa de Misericórdia e passam bem. O agente policial foi levado ao IML (Instituto Médico Legal) para fazer exame de corpo de delito.

O caso foi registrado no 77º DP (Santa Cecília).

A segurança também foi motivo de interrupção das atividades do palco do Ilusionismo, entre as 4h e as 8h deste domingo.

Segundo os responsáveis pelo espetáculo, a interrupção ocorreu após terem sido registrados furtos, assaltos e um arrastão durante a madrugada.

O palco, localizado na rua Direita, região central de São Paulo, fica a aproximadamente 50 metros de um posto policial.

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