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16/07/2014 - 15h02m

Solar da Marquesa de Santos tem três exposições gratuitas

Agência Hoje/Isabela Guiaro 
Reprodução
Solar da Marquesa de Santos
Solar da Marquesa de Santos

São Paulo (Agência Hoje/Isabela Guiaro) Adquirido em 1834 por Domitíla de Castro e Canto Melo, conhecida como Marquesa de Santos, o Solar, na época conhecido como Palácio do Carmo, é considerado patrimônio histórico de São Paulo devido a sua importância na história, pois nele aconteceram diversos bailes de máscaras, saraus e encontros aristocráticos.

Após a morte da Marquesa, o Solar foi arrematado em 1880 pela Mitra Diocesana e se tornou o Palácio Espicopal. Em 1909, foi adquirido pela The São Paulo Gaz Company. Hoje, já restaurado, ele faz parte do Museu da Cidade de São Paulo, que conta com mais 16 sedes espalhadas pela cidade.

O Solar tem na parte de cima uma exposição fixa sobre a vida da Marquesa de Santos, que ficou conhecida pelo seu caso com Dom Pedro I. Respeitando ao máximo a disposição original dos salões, foram colocados à mostra diversos objetos da Marquesa.

Cartas recebidas por Dom Pedro I estão em uma sala separada, onde é contada a história do relacionamento de sete anos entre eles. Em outra sala estão pinturas e objetos pessoais, tais como sofás, louças e talheres. O salão onde eram realizadas as festas, chamado de “sala do veludo”, é dedicado ao seu segundo marido, Rafael Tobias de Aguiar.

Onde era seu quarto estão sua cama e alguns acessórios de cabelo e porta-jóias. Moedas, utensílios de cozinha, ferro de passar roupas e uma máquina de costura da época, assim como livros contando a história da Marquesa também estão no acervo em exposição.

O Solar também põe à mostra Atopias, de Thereza Salazar, com colagens de bichos em cenários extraordinários e figuras fictícias, formando paradoxos espaciais. A rã, a cobra, o abutre, o lobo e outros animais selvagens aparecem em contradição com o espaço em sua volta.

O Archivo Cordero, da coleção de Rafael Doctor Roncero, também em exposição, mostra os trabalhos de Julio Cordero, um fotógrafo boliviano, realizados em La Paz no início do século XX. Crianças, casais, famílias e amigos fotografados ajudam a contar um pouco da cultura da Bolívia.

A entrada é gratuita para as três exposições e a visitação pode ser feita de terça-feira a domingo, das 9h às 17h. Atopias fica à mostra até 10 de agosto e Archivo Cordero até 19 de julho. Visitas guiadas podem ser agendadas pelo e-mail educativo.mcsp@gmail.com

SERVIÇO

Solar da Marquesa de Santos: Rua Roberto Simonsen, 136, Sé

Funcionamento: Terça a domingo, das 9h às 17h

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