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20/07/2014 - 02h09m

Soma de votos de adversários de Dilma já alcança 36%; segundo turno é quase certo

Agência Hoje 
Agência Hoje/Arquivo
Pesquisa do Datafolha mostra que segundo turno nas eleições presidenciais está mais próximo
Pesquisa do Datafolha mostra que segundo turno nas eleições presidenciais está mais próximo

São Paulo (Agência Hoje) - A soma da intenção de votos dos 10 candidatos de oposição que disputarão as eleições presidenciais em 5 de outubro próximo chegou a 36%, mesmo percentual de Dilma Rousseff, do PT. Nessa situação, se as eleições fossem  hoje estaria praticamente confirmada a realização de segundo turno.

A presidente Dilma Rousseff (PT) continua na frente na disputa para o Palácio do Planalto, com 36% das intenções de voto, conforme pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha entre os dias 15 e 16 de julho. A diferença para Aécio Neves (PSDB) caiu 2% em relação ao último resultado.

As dificuldades da economia, aliadas ao aumento da inflação e ao baixo crescimento econômico são os motivos alegados pelos analistas políticos para justificar a queda contínua dos índices da presidente Dilma. As manifestações e os protestos também contribuem, mas deixaram de ser o elemento principal.

Mesmo registrando quedas nos últimos meses, os especialistas resistem em admitir que há uma tendência. 'Não podemos falar em tendência de queda, isso seria muito grave e praticamente irreversível nessa altura", comentou um marqueteiro de Brasília, próximo a um partido da base do Governo. "Com a economia fraca e sofrendo pressões de vários setores, fica mais difícil reverter uma tendência há menos de três meses das eleições",completou.

Pesquisa Datafolha

Na pesquisa nacional dos dias 15 e 16 de julho, a primeira realizada pelo Datafolha após o registro oficial das candidaturas, Dilma Rousseff aparece com 36% das intenções de voto, dois pontos percentuais a menos do seu desempenho no levantamento realizado entre os dias 1 e 2 passado.

Os números preocupam, mas não chegam a abalar a confiança dos marqueteiros que trabalham para Dilma, principalmente porque os seus principais adversários, Aécio Neves e Eduardo Campos, ficaram no mesmo patamar de antes. O candidato do PSDB manteve os 20% que tivera no início de julho e o do PSB caiu um ponto, de 9% para 8%.

Também o número de indecisos é grande. De acordo com a pesquisa, se as eleições fossem hoje, 13% dos eleitores votariam em branco ou anulariam o voto. Outro grupo, representado por 14% se declararam indecisos. Na soma, são 27% de pessoas habilitadas a votar, mas preferem decidir depois o caminho que seguirão.

Segundo Turno

Em um patamar mais baixo de intenção de voto aparecem pastor Everaldo Pereira (PSC), com 3%; e José Maria (PSTU), Luciana Genro (PSol), Eduardo Jorge (PV), Rui Costa Pimenta (PCO), e Eymael (PSDC), com 1% cada. Os candidatos Levy Fidelix (PRTB) e Mauro Iasi (PCB) não atingiram 1%, por enquanto.

A parcela de 13% dos eleitores que votariam em branco ou anulariam o voto, e os 14% que continuam indecisos representa uma média para este período do ano. A observação do histórico de eleições anteriores, no entanto, indica que a maioria desses eleitores tende a votar com a oposição, o que enfraqueceria a posição de Dilma.

Mesmo quando os números favoráveis a Dilma eram bem mais altos, a maioria dos analistas políticos acreditam que as eleições iriam invariavelmente para o segundo turno. As razões eram as mesmas de agora, dificuldade da economia, crescimento baixo, inflação alta e a agravante das manifestações.

Passados alguns meses, o quadro mudou pouco. Os problemas da economia continuam, mas as manifestações se tornaram menos frequentes e a infraestrutura para receber a Copa, apesar dos atrasos, não foi o fiasco que muitos previam.

A previsão é de que nos próximos 60 dias os partidos farão um grande esforço para atingir o público, consolidando posições e tentando tirar eleitores dos adversários. O PT tem Lula e acredita que o ex-presidente poderá fazer a diferença e evitar um segundo turno, sacramentando a vitória de Dilma em outubro. Além disso, o tempo de televisão do partido é quase o dobro do tempo do PSDB e o triplo do PSB. A diferença pode conquistar muitos votos.

As Simulações

No caso de a decisão ser levada para o segundo turno, a situação ficará mais difícil para Dilma e o PT. A tendência é que a economia continue com problemas, talvez pior do que atualmente. O raciocínio dos analistas mais uma vez indica que os partidos de oposição levam vantagem quando disputam o segundo turno, principalmente se a diferença de votos for pequena. Ganham força junto ao eleitorado e equilibram o jogo até mesmo entre os candidatos aos governos estaduais.

Nas simulações de segundo turno divulgadas pelo Datafolha a situação praticamente já é de empate técnico entre Dilma e Aécio. A presidente tem 44% das preferências e o candidato do PSDB, 40%.

Entre Dilma Rousseff e Eduardo Campos a diferença é maior, mas ainda assim pouco tranquilizadora. A presidente tem 45%, enquanto Campos fica com 38%. São sete pontos percentuais, mas bem menos do que há apenas um mês, quando a diferença passava de 20%.

O levantamento foi realizado do dia 15 ao dia 16 de julho de 2014 e foram realizadas 5.377 entrevistas em 223 municípios, com margem de erro máxima de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. Isto significa que se fossem realizados 100 levantamentos com a mesma metodologia, em 95 os resultados estariam dentro da margem de erro prevista.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número – BR-00219/2014.

Veja os cenários avaliados pelo Datafolha em caso de segundo turno:

DILMA E AÉCIO

- Dilma Rousseff: 44%

- Aécio Neves: 40%

- Brancos ou nulos: 10%

- Não sabem: 5%

DILMA E EDUARDO

- Dilma Rousseff: 45%

- Eduardo Campos: 38%

- Brancos ou nulos: 11%

- Não sabem: 6%

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