Tempo seco aumenta em 30% número de atendimentos hospitalares em São Paulo - Hoje São Paulo
São Paulo, SP, 20/08/2018
 
13/09/2014 - 01h39m

Tempo seco aumenta em 30% número de atendimentos hospitalares em São Paulo

Agência Brasil/Camila Maciel 
Agência Brasil/Arquivo
Paulistanos buscam alternativas para enfrentar dias de muito calor em pleno inverno
Paulistanos buscam alternativas para enfrentar dias de muito calor em pleno inverno

São Paulo - O tempo seco e quente recorde na capital paulista, nesta semana, tem aumentado o número de atendimentos hospitalares em razão de problemas respiratórios. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a demanda aumenta em média 30% em períodos de maior secura, que ocorrem especialmente nos meses de outono e inverno.

Durante a quinta-feira (11), a capital registrou máxima de 32,9 graus Celsius (ºC) – recorde para o inverno este ano. A umidade relativa do ar, no município, ficou em 19% na quarta-feira (10), o menor percentual em 2014.

O pneumologista Fábio Muchão, do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), do bairro de Heliópolis, explica que os problemas respiratórios ocorrem pela irritação dos brônquios e vias aéreas com a entrada do ar seco.

“Qualquer pessoa sente os efeitos. Quem não tem nenhum problema de saúde, vai sentir irritação na garganta, no nariz, pode tossir um pouco mais, a boca seca”, enumerou. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que o percentual ideal de umidade para o bem-estar dos seres humanos é acima de 60%.

As pessoas mais afetadas são as que têm doenças crônicas. “Essa pessoa passa a ter crises. Por exemplo, o asmático tem mais crises, se o ar está mais seco”, exemplificou. Dois segmentos são ainda mais vulneráveis quando há ocorrência de doença crônica: crianças e idosos. “Tanto as crianças menores de 2 anos, como as pessoas de mais idade, têm imunidade um pouco mais delicada do que pessoas de outras faixas etárias”, explicou.

Entre os cuidados necessários para evitar problemas de saúde pelo ar seco, Muchão indica a ingestão de água. “Isso para quem não tem restrição, como alguns problemas cardíacos ou renais”, ressalvou. Em relação aos ambientes, ele sugere que se mantenham recipientes com água em ambientes fechados e também o uso de umificadores.

“Mas os aparelhos devem ser usados por tempo limitado”, ressaltou o médico. Ele explica que duas ou três horas são suficientes, pois, se eles são usados por muitas horas, podem favorecer a proliferação de mofo, o que também é prejudicial.

Outra medida que pode ajudar na prevenção é a lavagem do nariz com soro fisiológico. Para crianças e idosos, as inalações somente com soro podem ser feitas todos os dias. Além disso, nos casos em que as pessoas já são acompanhadas por médicos, é importa procurá-lo para avaliar a necessidade de alguma alteração no tratamento nesse período. Também devem ser evitadas atividades físicas no horário entre as 10h e as 17h.

Nesta sexta-feira (12), o tempo permanceu seco na capital paulista. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que a umidade do ar ficou em torno dos 30%, e as temperaturas variaram entre 16,8ºC e 28ºC.

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