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26/11/2013 - 12h45m

Teste do pezinho será ampliado para detectar mais duas doenças

Agência Brasil/Flávia Albuquerque 
Agência Hoje/Arquivo
Teste do pezinho será ampliado em São Paulo para detectar número maior de doenças
Teste do pezinho será ampliado em São Paulo para detectar número maior de doenças

São Paulo - A partir desta semana o teste do pezinho, exame feito em todos os recém-nascidos, incluirá a detecção precoce de mais duas doenças.O teste disponível atualmente permite a identificação do hipotiroidísmo congênito, fenilcetonúria, anemia falciforme, fibrose cística e outras hemoglobinopatias. O novo teste detectará hiperplasia adrenal congênita e deficiência biotinidase.

A hiperplasia adrenal congênita faz parte de um grupo de doenças genéticas em que as duas glândulas suprarrenais, situadas acima dos rins não funcionam corretamente. Já a deficiência biotinidase pode causar convulsões, falta de equilíbrio, lesões na pele, perda de audição e retardo no desenvolvimento.

Segundo a coordenadora estadual do Programa Nacional de Triagem Neonatal de São Paulo, Carmela Maggiuzzo Grindler, o sistema de coleta do exame continuará o mesmo. O que muda é a metodologia laboratorial das análises. Grindler ressalta que as doenças detectadas são crônicas, genéticas e incuráveis. “Quando identificadas e tratadas precocemente, aumentamos a chance de sobrevida normal, de integração social e de preservação da capacidade cognitiva e da qualidade da vida dos pacientes”.

O teste do pezinho foi implantado em 2001 em todo o estado de São Paulo e atualmente em 70% dos casos, a coleta para o exame é feita dentro da própria maternidade, seja ela pública ou privada. Todas as famílias recebem orientação sobre o tempo ideal para a realização do teste, que deve ser coletado entre o terceiro e o sétimo dia de vida do bebê.

Os exames coletados são encaminhados para o Serviço de Referência de Triagem Neonatal (Laboratório do Teste do Pezinho). Quando um resultado é positivo para uma das doenças a família é comunicada e a criança será submetida a um novo teste. Se o diagnóstico for confirmado o recém-nascido será encaminhado para serviço especializado.

De acordo com a Secretaria de Saúde nascem hoje, em média, 600 mil crianças no estado de São Paulo por ano. A triagem neonatal atinge 100% dos recém-nascidos (sendo 84% pelo SUS e 16% pela área privada). Existem no território paulista 3.500 postos de coleta do teste do pezinho em maternidades e unidades básicas de saúde.

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