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07/10/2014 - 11h55m

TSE registrou em separado votos para 260 candidatos barrados pela Justiça Eleitoral

Agência Brasil/André Richter 
Reprodução
Paulo Maluf, foi o candidato mais votado, com 250 mil votos
Paulo Maluf, foi o candidato mais votado, com 250 mil votos

Brasília - O sistema de votação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou pelo menos 260 candidatos que tiveram os nomes inseridos na urna eletrônica mesmo com a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral, de acordo com levantamento feito pela Agência Brasil. Os dados referem-se aos cargos de deputado federal, senador e governador.

Apesar de estarem com os nomes inseridos nas urnas, os votos dos candidatos com problemas no registro foram computados em separado. De acordo com entendimento da Justiça, o candidato tem o direito de recorrer até o fim do processo.

O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), candidato à reeleição, foi o mais votado, com 250 mil votos. Maluf foi barrado pela Lei da Ficha Limpa, mas se ganhar um recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou no Supremo Tribunal Federal (STF) poderá ser diplomado para assumir o cargo. A decisão também poderá mudar a bancada de deputados federais do Estado eleita no domingo (5), no primeiro turno das eleições.

De acordo com os dados contabilizados pelo TSE, os estados que tiveram mais candidatos que concorreram ao cargo de deputado federal com a candidatura barrada foram Rio de Janeiro (102 candidatos) e São Paulo (74). Na corrida para o Senado, foram registrados cinco candidaturas indeferidas: Pará (1), Rio de Janeiro (1), Rio Grande do Norte (1) e São Paulo (2). Nos governos estaduais apareceram três casos: Distrito Federal, Mato Grosso e Pará.

Maluf teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa, norma que impede a candidatura de políticos condenados pela segunda instância da Justiça. Em novembro de 2013, a 10ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação de Maluf por ato de improbidade administrativa.

O tribunal considerou que houve irregularidades nos contratos para construção do Complexo Viário Ayrton Senna quando o deputado era prefeito da cidade.

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