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27/11/2014 - 19h58m

Uso de cobogós: ideia simples com resultado muito surpreendente

Agência Hoje/Sandra Vieira de Mello* 
Divulgação

São Paulo (Agência Hoje) - A origem do cobogó como elemento construtivo é polêmica, sendo atribuída a sua criação ao alemão Ernest August Boeckmann, ao português Amadeu Oliveira Coimbra, e ao engenheiro pernambucano Antônio de Góis, por volta do ano de 1929, em Recife.

Porém, o uso de elementos vazados nas construções nordestinas já estava presente há mais tempo, quando se utilizava o tijolo assentado invertido, de forma que os furos permitissem a passagem do ar. Também é comum, até hoje, assentar os tijolos maciços intercalados, deixando um vazio entre eles, com a mesma finalidade.

No início, os cobogós eram feitos de cimento e hoje são fabricados de diversos materiais, como vidro, cerâmica, louça. Os formatos também se diversificaram, em função de cada necessidade de uso, pois tanto podem servir para favorecer a ventilação como para suavizá-la.Podem ser utilizados para iluminar um ambiente e também para diminuir a incidência de luz excessiva, filtrando a visão e proporcionando mais privacidade.

O uso de cobogós pode ser muito interessante em fachadas, dividindo espaços internos, substituindo esquadrias em alguns casos, como fechamento de divisas, como balaústres, entre muitos outros. É inegável a utilidade e a eficácia dos elementos vazados na regulação da ventilação e da iluminação dos ambientes, de tal forma que os arquitetos se dedicam a criar constantemente novos desenhos, materiais e aplicações para os cobogós.

* Sandra Vieira de Mello, CAU A16373-2, é Arquiteta e Urbanista.

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