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04/05/2015 - 12h38m

Vasco ganha do Botafogo por 2 a 1 e é novo campeão carioca

Portal EBC/Nathália Mendes 
Reprodução
Gilberto fez o segundo gol do Vasco aos 48 minutos do segundo tempo
Gilberto fez o segundo gol do Vasco aos 48 minutos do segundo tempo

São Paulo - Depois de amargar um jejum de doze anos, o Vasco soltou de novo o grito de campeão carioca. Diante do público recorde do futebol brasileiro no ano - público presente de 66.156 torcedores -, o cruzmaltino venceu o Botafogo por 2 a 1 e ficou com o título estadual, algo que não acontecia desde 2003.

Este foi o 23° carioca da história do Vasco, que, nos últimos anos, enfrentou má fases, rebaixamentos, crises financeira e política e pode comemorar apenas a Série B de 2009 e a Copa do Brasil de 2011.

De volta à Série A depois de assegurar o acesso no ano passado, o cruzmaltino, que terminou a primeira fase em terceiro lugar, eliminou o Flamengo nas semifinais e venceu o Botafogo nos dois jogos da final. A trajetória levou o presidente do clube, Eurico Miranda, a cunhar uma frase que embalou a campanha vitoriosa: "o respeito voltou". O Vasco termina o campeonato com 13 vitórias, quatro empates e duas derrotas, com 35 gols marcados e 14 sofridos.

O resultado é particularmente histórico para o técnico Doriva. Ele se tornou o primeiro técnico a vencer, de maneira consecutiva, o campeonato de São Paulo e do Rio de Janeiro. Em 2014, Doriva conduziu o Ituano à conquista do título. Agora, foi a vez de levar o Vasco à vitória.

Precisando de dois gols para reverter a vantagem conseguida pelo Vasco no jogo de ida, o Botafogo já contabilizava duas chegadas ao gol com menos de cinco minutos de jogo: a primeira com Luis Ricardo, no primeiro minuto de jogo, e depois com Bill, aos quatro, em chute que acabou prensado por Martín Silva. O ataque botafoguense tentava escapar principalmente pelos lados do campo, mas esbarrava na dificuldade em centrar a bola, mesmo tendo Bill como referência na grande área.

O Vasco apostava nos contra-ataques, mas teve sua primeira chance de marcar em uma jogada de bola parada: em cobrança de falta ensaiada, aos 18 minutos, Luan sobrou sozinho na pequena área e chegou sozinho na segunda trave, quase conseguindo desviar para o gol.

"A partir daí, o jogo começou a mudar de panorama. O Vasco começou a oferecer mais perigo que o Botafogo", analisou o comentarista da Rádio Nacional, Marco Aurélio.

Na metade do primeiro tempo, o técnico René Simões perdeu Willian Arão, com fortes dores na coxa direita, e precisou mexer no time, colocando Fernandes no jogo. O número de cartões amarelos distribuídos pelo árbitro Wagner dos Nascimento Magalhães também chamou atenção: só na etapa inicial, foram sete cartões - quatro para jogadores do Botafogo e três para atletas do Vasco, em 45 minutos com 20 faltas marcadas.

O Botafogo voltou a levar perigo em um chute de fora da área de Rodrigo Pimpão, que, da esquerda, cortou e bateu. A bola desviou em Madson e forçou Martín Silva a ir buscar no ângulo, colocando para escanteio.

Aos 44 minutos do primeiro tempo, Rafael Silva deixou o Vasco ainda mais perto do título, abrindo o placar no Maracanã. A jogada do gol cruzmaltino começou quando Marcelo Mattos se atrapalhou e perdeu a bola para Gilberto. O atacante rolou para Guiñazu, que acertou belo lançamento para Rafael Silva. O talismã vascaíno bateu cruzado, de primeira, no canto esquerdo de Renan.

A conta para o Botafogo vencer o campeonato indicava que o clube da Estrela Solitária precisava da virada para levar a decisão para os pênaltis. Uma vitória por dois gols de diferença garantiria o título para o Bota. Em caso de empate, o Vasco seria o campeão.

Com isso, René Simões mexeu no time: Diego Jardel veio para o jogo, no lugar de Tomas Jardel. Mantendo a bola em seu campo de ataque, o Botafogo forçou o Vasco a se fechar e tentar achar uma bola que pudesse definir a partida. A melhor oportunidade nesta blitz alvinegra foi aos 13 minutos, em cobrança de falta perigosa, salva por Martín Silva, que deu um tapa na bola.

O jogo continuou pegado - no total, foram 12 cartões amarelos -, e mais corrido. O Botafogo chegou ao empate aos 29, graças à insistência de Gilberto, brigou pela bola na entrada da grande área e tocou para Diego Jardel, nas costas da defesa, que ficou parada. Desmarcado e na cara do gol, ele teve a tranquilidade de tocar, com categoria, para o fundo das redes de Martín Silva.

O empate incendiou a partida, e o Botafogo partiu para o ataque, tentando o resultado que poderia mudar o destino da taça. Mas a expulsão de Fernandes, aos 38, complicou a vida do Botafogo. E se o Botafogo ainda tinha alguma pretensão de tirar o título do Vasco, ela foi reduzida a pó depois que Gilberto marcou o segundo, já nos acréscimos, aos 48 minutos do segundo tempo.

O gol que confirmou o título começou em uma cobrança de lateral pela direita, que alcançou Lucas. Em um passe, ele encobriu o marcador e alcançou Gilberto na grande área. O artilheiro dominou e bateu cruzado, sacramentando a conquista cruzmaltina.

Botafogo 1 x 2 Vasco

Botafogo

Renan; Gilberto, Renan Fonseca, Diego Giaretta e Thiago Carleto; Marcelo Mattos, Willian Arão (Fernandes), Luis Ricardo (Sassá) e Tomas Bastos (Diego Jardel); Rodrigo Pimpão e Bill

Técnico: René Simões

Vasco

Martín Silva; Madson, Rodrigo, Luan e Christiano; Guiñazu, Serginho e Julio dos Santos (Lucas); Rafael Silva (Marcinho), Dagoberto (Bernardo) e Gilberto

Técnico: Doriva

Gols

Rafael Silva (Vasco), aos 44min do primeiro tempo; Diego Jardel (Botafogo), aos 29 minutos e Gilberto (Vasco), aos 48 minutos do segundo tempo

Cartões amarelos

Vasco

Serginho, Júlio dos Santos, Christiano, Dagoberto e Rodrigo

Botafogo

Willian Arão, Gilberto, Marcelo Mattos, Fernandes, Renan Fonseca, Diego Giaretta e Diego Jardel

Cartão vermelho

Botafogo

Fernandes

Árbitro

Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)

Assistentes

Rodrigo Figueiredo Corrêa (RJ) e Dibert Pedrosa Moisés (RJ)

Público pagante

58.446 pagantes

Público presente

66.156 espectadores

Renda

R$ 3.286.580

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