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12/04/2015 - 12h25m

Mais de 250 mil manifestantes participam de ato contra Dilma Rousseff na avenida Paulista

Agência Brasil 
Agência Brasil/Marcelo Camargo
Protestos contra Dilma mobilizaram mais de 250 mil pessoas na avenida Paulista, em São Paulo
Protestos contra Dilma mobilizaram mais de 250 mil pessoas na avenida Paulista, em São Paulo
  • Manifestantes de várias classes sociais fazem ato em Brasília contra corrupção generalizada no Governo Dilma

São Paulo (Atualização) - A Avenida Paulista, região central da capital, continua com o tráfego interrompido nos dois sentidos para receber as milhares de pessoas que protestam contra o governo federal. Muitos participantes tem o rosto pintado de verde e amarelo ou carregam a bandeira do Brasil.

A corporação interrompeu o tráfego na avenida por volta do meio-dia, para facilitar o início da concentração dos manifestantes. A estimativa da PM é de que 250 mil pessoas participaram das manifestações, a maioria por volta das 16h.

Em reunião com a PM, os grupos que convocaram o protesto definiram lugares fixos para os carros de som. Antes, o Movimento Brasil Livre, um dos organizadores da manifestação, chegou a acionar a Justiça para que os grupos que defendem a intervenção militar mantivessem distância do carro de som do movimento. Com o acordo, cada grupo ficou com um espaço definido e o Brasil Livre desistiu da demanda judicial.

Além dos discursos pedindo a saída da presidente Dilma Rousseff, foram montadas tendas para coleta de assinaturas para embasar um pedido de impeachment da presidente. As estações de metrô que atendem a Avenida Paulista funcionam normalmente. Na última manifestação, algumas tiveram de ser fechadas devido ao fluxo excessivo de pessoas.

Há a expectiva de que o ato seja reforçado por caminhoneiros da Grande São Paulo. Os motoristas participaram do último protesto.

MANIFESTANTES PROTESTAM CONTRA CORRUPÇÃO E PEDEM IMPEACHMENT

Brasília - Manifestantes que protestam contra a corrupção e defendem o impeachment da presidente Dilma Rousseff chegaram há pouco ao gramado em frente ao Congresso Nacional. De acordo com a Polícia Militar (PM) do Distrito Federal, mais de 20 mil pessoas participam do ato. A marcha teve início nas proximidades do Museu da República.

Além de criticar o PT e o governo, os manifestantes também a saída do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli do cargo - por ter sido advogado do PT e indicado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da SIlva – e a redução do número de ministérios e de deputados. Eles também querem mudanças na legislação eleitoral para acabar com a suplência para senadores.

Acompanhado dos pais, o estudante Gustavo Cunha de Abreu disse que decidiu deixar a diversão de lado para participar da manifestação para que "os jovens tenham um futuro melhor". "Eles pensam que nós jovens somos alienados, mas não é verdade. Estamos aqui para mudar o meu futuro e de mais de 200 milhões de pessoas. Isso [a manifestação] pode mudar o meu futuro, o videogame não", disse o estudante.

O aposentado Carlos Oscar contou que deixou muitas tarefas a fazer em casa para ir às ruas para que os filhos e netos possam ter um país melhor e com menos corrupção. "Esse governo mentiu o tempo todo. Nosso país está sendo enganado. Gostaria de estar em casa, tenho muitas coisas para fazer, mas estou aqui pelos jovens. A situação hoje está muito triste", disse o aposentado.

Neste momento, o protesto se concentra em frente ao Congresso, mas há manifestantes por toda a Esplanada. Duas ocorrências foram registradas pela PM. Uma motociclista foi preso depois de discutir com outro manifestante, perto da Torre de TV. Ele portava um facão e uma barra de ferro e seguia para a manifestação no momento em que foi detido. Também foi encaminhado à delegacia um morador de rua embriagado que causava tumulto no local.

NO RIO, MANIFESTAÇÃO OCUPA RUAS DA PRAIA DE COPACABANA

Rio de Janeiro (Agência Brasil) - A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro reforçou todo o policiamento na orla de Copacabana, zona sul da cidade, onde estão previstas durante a manhã e a tarde de hoje (12) várias manifestações populares, cuja concentração será no Posto 5, na Avenida Atlântica. Estarão no local 400 policiais.

As primeiras manifestações visam a apoiar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171/93, que prevê a redução da maioridade penal, além da punição dos corruptos e a luta por um Brasil melhor.

A maior passeata, porém, é aguardada para o início da tarde, organizada pelo Movimento Brasil Livre, que defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

De acordo com dados da PM, a segurança do Rio de Janeiro ganhou o reforço de 1,4 mil novos policiais militares no primeiro trimestre deste ano. Os soldados passaram por capacitação no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap), em Sulacap, zona oeste da capital fluminense. Os soldados se somaram ao efetivo de 48 mil homens, que integram a Polícia Militar no estado.

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