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30/10/2014 - 16h11m

Museu de Belas Artes no RJ será ampliado na segunda fase de obras

Agência Brasil/Isabela Vieira 
Reprodução
Museu Nacional de Belas Artes será ampliado na segunda fase das obras.
Museu Nacional de Belas Artes será ampliado na segunda fase das obras.

Rio de Janeiro - O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro, anunciou nesta quarta-feira (29) o início da segunda etapa do projeto de modernização. Orçado em R$ 20 milhões, o projeto prevê, além da reforma, a incorporação de novos ambientes, entre eles, um espaço para mostras de arte contemporânea, no último andar, e uma área aberta, na rua. As obras devem ficar prontas para os 80 anos de fundação do museu, em 2017.

Projetado pelo arquiteto Adolfo Morales de Los Rios e construído no século 20, durante a reforma urbana da então capital federal, o MNBA - que é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) - terá também restaurada a fachada, o hall de entrada, que passará a exibir a pintura original, e reformados o cineteatro e as cúpulas do quinto andar, para receber mostras e até um bistrô.

“Aquele hall era feito com folhas de ouro, colunas de mármore, e foi pintado depois da Semana de Arte Moderna [1922], porque passou a ser considerado cafona”, disse a diretora do museu, Mônica Xexéo.

Ela explicou que será feita uma decapagem do hall, para revelar a decoração original. Após o trabalho, o hall será climatizado e receberá uma porta de vidro temperado, para proteger o ambiente de poluição. “Tenho duas poluições muito sérias aqui: o volume de barulho [da Avenida Rio Branco] e a fuligem dos veículos. Então, temos que fechar com vidro, e isso tudo está sendo estudado”, disse.

A reforma das três cúpulas é o projeto mais aguardado, destaca a diretora. A cúpula central, explica, servia de iluminação do quarto andar e era fundamental para os ateliês da Escola Nacional de Belas Artes, que na década de 1960 foi transferida para Universidade Federal do Rio de Janeiro. Com a reforma, o quinto andar, que nunca foi usado, será aberto ao público, ampliando a área do museu.

Com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para cidades históricas, como o Rio, o projeto de modernização do Museu de Belas Artes também prevê a incorporação de parte da Rua Heitor de Melo – entre a Avenida Rio Branco e a Rua México -, mais a criação de um espaço "corredor de esculturas". Nesse local serão instalados bicicletários e bancos.

“Ficará aberta [a rua] durante o dia, será uma área de lazer, e à noite, fechada. O objetivo é agregar o entorno ao museu. Não teremos um restaurante, mas as pessoas poderão vir com suas quentinhas, como se faz em Nova York e Londres [onde pessoas almoçam ao ar livre]”, sugeriu.

De acordo com a diretora do museu, o projeto de modernização, que começou em 2005 e inclui ainda a reforma do sistema elétrico e a climatização, que ajuda a proteger o acervo de mais de 70 mil itens, peças que datam do século 19 até os dias atuais.

A tela Alegoria às Artes, do pintor Jean Léon Palliére, que entra agora na segunda fase de restauração, adornava o teto da antiga Academia Imperial de Belas Artes, que antecedeu a Escola Nacional de Belas Artes e o atual museu. Foi retirada para restauração devido ao valor artístico. Depois de pronta, será exposta na Galeria do Século 19.

O Museu Nacional de Belas Artes, o Theatro Municipal e a Biblioteca Nacional, todos tombados, fazem parte de um conjunto de prédios históricos no centro do Rio, próximos á região da Cinelândia. Para a biblioteca, o Iphan estuda liberar R$ 30 milhões a fim de fazer uma reforma definitiva do sistema de climatização, nas instalações elétricas, dos elevadores, da cobertura e demais equipamentos. Uma parte da revitalização do prédio, na Avenida Rio Branco, já começou.

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