São Paulo, SP, 05/12/2023
 
18/02/2023 - 11h17m

Museu do Dia D emociona ao mostrar história da II Guerra

Agência Hoje/Daniel Lopes 
Agência Hoje/Daniel Lopes
Navio tanque LCT 7074 participou da II Guerra e está em exposição no The D-Day Story
Navio tanque LCT 7074 participou da II Guerra e está em exposição no The D-Day Story
  • Formação de neve e gelo na entrada do Museu exige atenção e cuidados
  • Lições da  história da II Guerra, com mapas e depoimentos
  • Tanques usados pelos aliados na invasão contra as forças nazistas
  • Crianças britânicas aproveitam a neve para brincar perto do Museu

Portsmouth, Hampshire, Inglaterra - É fácil se emocionar em uma visita ao The D-Day Story, o museu britânico que mostra os principais acontecimentos do dia em que as tropas aliadas atacaram os nazistas na Normandia, em 6 de junho de 1944. Foi o dia do esforço final para acabar com a guerra e as mortes. 

Único museu do Reino Unido inteiramente dedicado à invasão das tropas aliadas, o The D-Day Story está repleto de peças. São mais de 10 mil, entre armas, uniformes e tanques, além de imagens e histórias vividas por personagens reais, homens e mulheres, militares ou não, que se arriscaram para conquistar a paz.

Há textos, vídeos e vários depoimentos de militares que participaram da ofensiva pelo lado britânico. Há também comentários sobre as estratégicas, as dificuldades, as defesas e as fortificações alemãs, com armas de grande poder, muitas delas de tecnologia mais avançada do que a dos aliados. 

Tanque de Desembarque

O museu está dividido em três partes. Na área externa o visitante pode entrar a bordo do LCT 7074, o último navio-tanque que transportou dez tanques e suas respectivas tropas para a Normandia. O navio é real, atuou no desembarque e tem marcas que comprovam sua ação. Na verdade, é o único sobrevivente. 

No interior do LCT 7074, dois tanques que também fizeram história, o Sherman e o Churchill. Através deles, é possível projetar como a embarcação ficou atulhada de homens e armamento de guerra no Dia D. No navio o visitante encontra de tudo, a sala de comando, camas, local para refeições, banheiro, pia. pratos e talheres.

Já dentro da parte principal do museu, é possível acompanhar os relatos pessoais dos soldados e ver os objetos que a Marinha disponibilizava para eles dias antes do desembarque. São histórias e lembranças emocionantes, contadas por homens e mulheres com lágrimas nos olhos.

O plano dos aliados para invadir a Normandia e derrotar os nazistas, onde atravessar o canal que separa a Inglaterra da França, os segredos, o medo de de os inimigos descobrirem a estratégia e as dificuldades para prever como as defesas nazistas iriam agir. Por fim, a história esclarece como e quando os miliares tomaram as principais decisões e até a preparação para administrar as decepções e os revezes. 

Ao todo, são 34 painéis costurados à mão, com 83 metros de comprimento, um trabalho extraordinário que conta toda a história da Batalha da Normandia. É o Overlord Embroidery e podem ser vistos e fotografados. Aliás, nos ambientes do museu as fotografias são permitidas e as pessoas podem levar as imagens como recordação.

Também os clipes de filmes gravadas com os veteranos chamam a atenção. São homens endurecidos pela batalha contando suas experiências no mar e em terra. Mesmo depois de 79 anos, em pleno 2023, torna-se possível para as pessoas que estavam longe do local imaginarem tudo o que aconteceu.

Rainha Elizabeth

A inauguração do museu ocorreu em 1984, com o nome de Museu do Dia D e na presença da Rainha Elizabeth, a Rainha Mãe. Somente em 2018, após uma doação de cinco milhões de libras ofertada pela Heritage Lottery Fund é que o museu sofreu uma ampla reforma, incorporou recursos tecnológicos e passou a adotar o nome de The D-Day Story que é mantido até hoje.

O prédio foi projetado pelo arquiteto Ken Norrish, muito conhecido em Portsmouth e na região de Hampshire, sul da Inglaterra. A administração é feita pelo Portsmouth Museum Services, uma filial do Portsmouth City Council , e recebe apoio do Portsmouth D-Day Museum Trust, uma instituição de caridade. 

Desde 2017, o Museu decidiu incluir novas exposições, como o "Lápis que iniciou a invasão" , sobre o lápis usado pelo tenente Cdr. John Harmer para assinar a ordem para a Força G, as forças navais designadas para Gold Beach, para navegar e atacar os inimigos na Normandia.

Só para heróis

A Normandia é um território do Norte da França, com cerca de 30 mil quilômetros quadrados que se transformou durante a II Guerra no principal ponto de ocupação dos exércitos de Hitler. De Portsmouth, na Inglaterra, até Rouen, principal cidade da região na França, são 714 quilômetros separados pelo Canal da Mancha. Vencer essa distância no auge da guerra era tarefa para alguns poucos heróis.

Na época, partiram de Portsmouth pelo menos quatro mil embarcações e milhares de homens para combater os nazistas, numa última e desesperada ação para ganhar a guerra e chegar à paz. Deu certo. A história registra a declaração de Churchill nesse dia: "Nunca tantos deveram tanto a tão poucos".

Por tudo isso, visitar o Museu é uma forma de homenagear e agradecer os soldados que superaram o medo e participaram de uma das missões mais difíceis e dolorosas que o mundo conhece.

Administrar a visita 

Com tanta coisa para ver e ouvir, o visitante precisa tomar algumas precauções e administrar bem a visita. Primeiro, andar sem pressa, prestar atenção em tudo e destacar o que achar mais interessante. O tempo ideal para ver documentos, armas, uniformes, fotografias e filmes fica entre três horas e três horas e meia. 

Os corredores são espaçosos, a colocação dos objetos facilita a observação. O piso é plano, sem interferências e a temperatura ambiente se mantém em torno de 19 e 20 graus celsus, mesmo no inverno. Nos dias mais frios a temperatura externa vai de zero grau a cinco negativos. 

É preciso tomar cuidado nas calçadas e na rua no inverno. Quando a temperatura cai muito, forma uma pequena camada de gelo e escorrega bastante. A distância entre o navio tanque exposto na parte externa e a entrada do museu fica em torno de 100 metros. Nesse percurso tem escadas e pode haver neve e gelo.  

Para chegar até o local do Museu, o acesso é fácil, com avenidas largas, vagas para estacionamento e funciona de inverno a verão, de segunda-feira até o domingo, sempre das 10h às 17h. O ambiente é arejado, tem bastante luz, uma pequena lanchonete e uma infinidade de objetos para serem vistos e admirados, sempre com explicações detalhadas.

Há uma loja que vende lembranças, em especial canecas, chaveiros, livros e camisetas. Os preços são razoáveis e cartões de crédito das principais bandeiras são aceitos. 

SERVIÇO

The D-Day Story

Localização

Clarence Esplanade, Portsmouth, Inglaterra

Distância entre Londres e Portsmouth é de 120 quilômetros e pode ser feita de carro, trem ou ônibus

Horário de funcionamento

abertura de inverno De 1 de outubro de 2022 a 31 de março de 2023
segunda-feira - domingo 10:00  - 17:00
abertura de verão De 1 de abril de 2023 - 30 de setembro de 2023
segunda-feira - domingo 10:00  - 17:30

* A última entrada é às 15h30 para LCT 7074 e às 16h para o museu.

Preços de ingresso em fevereiro de 2023

Tipo de bilhete Tarifa do Bilhete
Adulto £ 13,50 por bilhete
Criança (5-17) e estudante £ 6,75 por bilhete
Família (2 + 3) £ 33,75 por bilhete
Senior £ 10,80 por bilhete

Para mais informações sobre ingressos, visite: http://theddaystory.com/plan-your-visit/tickets/

Vai visitar o Museu? Aproveite para conhecer Portsmouth

A cidade de Portsmouth, no sul da Inglaterra, é grande, bonita e tem muitas atrações, várias delas voltadas para a história da segunda guerra mundial. Importante porto marítimo, um dos mais movimentados do Reino Unido, recebe centenas de navios, iates e ferry boat vindos da Europa, principalmente da França. 

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